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Noite de 15 de maio de 2018. Dois veículos – um Citroen e um Ford Fiesta – colidem na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463) próximo ao viaduto da avenida Waldemar Alves. Duas pessoas ficaram feridas e o estrago em ambos os carros foi de grandes proporções. Uma das possíveis razões para o choque foi a escuridão no local.
Diferentemente de muitas colisões em rodovias, o episódio não terminou com mortes. Porém, reascendeu uma ampla preocupação no que diz respeito à segurança e infraestrutura nos viadutos que corta a Elyeser, uma das principais rotas de ligação entre cidades da região: a precariedade ou a falta de iluminação pública.
Diante da gravidade do problema, somente no mês passado, o último antes do recesso parlamentar, a Câmara aprovou dois pedidos de iluminação para viadutos na SP-463.
O primeiro documento, de 10 de junho, foi de autoria do vereador Carlinhos Terceiro (SD). Na indicação, ele recomenda à gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) a necessidade de reparos na iluminação dos viadutos de Elyeser, especialmente na Waldemar Alves, na avenida Ibirapuera e na rua Marcílio Dias.
Em seguida aprovou outra solicitação de reparo, esta proposta pelo vereador Lucas Zanatta (PV). Segundo o representante do Partido Verde, a situação prejudicada da iluminação nessas estruturas tem favorecido a ocorrência de atos ilícitos, além, é claro, dos acidentes. A sugestão de Zanatta é para que a administração municipal tome as providências necessárias nos mesmos pontos citados por Carlinhos.
Além de municípios vizinhos, os viadutos da Elyser dão acesso outros bairros de Araçatuba, mais afastados da região central, como São José, Mão Divina, Verde Parque, Águas Claras e Porto Real I.
Em resposta a um requerimento de informações sobre essa situação, em 1º de abril deste ano, a Prefeitura já havia adiantado providência que poderá adotar nos referidos locais. De acordo com a resposta oficial, a manutenção de pontes, viadutos e passarelas cabe à Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos), “que quando detectado problema visualmente, intervém para a execução de reparos de pequena e média monta”.
Prossegue o documento: “Em casos complexos, há a necessidade de contratação de laboratórios para verificação de materiais utilizados nos equipamentos (pontes, viadutos, etc.), bem como o procedimento para a recuperação do mesmo, visando a segurança dos transeuntes”.
No caso da iluminação pública, a morosidade é mais acentuada devido aos trâmites burocráticos da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), conforme o titular da Sosp, Constantino Alexandre Vourlis, disse à reportagem na tarde de ontem. A partir do momento que é comunicada pelo município, a concessionária elabora um projeto, que depende de aprovação e, posteriormente, da marcação de um dia para fazeras instalações.
Constantino considerou as indicações aprovadas pelo Legislativo nesse aspecto tem sido muito importantes para levar ao Executivo o conhecimento dos problemas. Ele ressalta, inclusive, que recentemente esteve em um dos pontos citados justamente com o vereador Carlinhos.

ARNON GOMES
Araçatuba


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