Home Cidades Araçatuba Frente fria pode causar temperatura de 4º C em Araçatuba

Frente fria pode causar temperatura de 4º C em Araçatuba

10 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Depois de um mês de junho com temperatura atípica – mais elevada do que o normal – Araçatuba e região podem ter a primeira onda frio neste inverno nos próximos dias. A partir desta quarta-feira (3), a temperatura deve começar a cair. Está prevista chuva para quinta-feira (4) e temperatura de 4º C na sexta-feira (5). Portanto, quem fora sair ou viajar deve preparar as blusas, pois o clima mais frio vai perdurar até o início da próxima semana. A previsão é do Climatempo.
O motivo para a queda brusca nas temperaturas é a chegada de uma frente fria, acompanhada de uma forte massa de ar frio de origem polar. O tempo deve começar a mudar na quinta-feira, mas o frio se acentuará nos dias seguintes.
A onda de frio atingirá grande parte do país e várias cidades da região. Na Costa Leste de Mato Grosso do Sul, onde está Três Lagoas, também há previsão de frito. Na Bahia e em Goiás, de acordo com a Climatempo, podem ocorrer temperaturas em torno dos 10ºC. Também há possibilidade de neve na região serrana do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Mesmo com esta onda de frio prevista para os próximos dias, o mês de julho em Araçatuba e cidades da região deverá ser de temperaturas mais elevadas do que o normal. Isso porque o Brasil sente o efeito do El Niño, fenômeno de aumento na temperatura das águas do Pacífico Equatorial e, consequentemente, das temperaturas atmosféricas.
O mês de junho terminou com pouca cara de inverno: foi o sexto mais quente em 76 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em julho do ano passado não houve chuva. A média máxima foi de 29,9º C e a média mínima de 13,7º C
De acordo com o Climatempo, a possibilidade de chuva para quinta-feira é de 85%. Exatamente esta chuva deverá causar a queda mais brusca da temperatura.

PREVISÕES
Quarta-feira (3) – 31º/19º
Quinta-feira (4) – 23º/16º
Sexta-feira (5) – 21º/4º
Sábado (6) – 17º/5º
Domingo (7) – 20º/9º
Segunda-feira (8) – 25º/13º
Terça-feira (9) – 29º/12º
Quarta-feira (10) – 30º/13º
Quinta-feira (11) – 30º/13º
Sexta-feira (12) – 28º/13º
Sábado (13) – 28º/13º
Domingo (14) – 29º/14º
Frio aumenta chances de eventos cardíacos
Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), o inverno aumenta em 20% a 25% a incidência de eventos cardiovasculares, principalmente em pessoas que já apresentem alguma predisposição. Baixas temperaturas interferem na circulação sanguínea e podem predispor ao aparecimento de dor no peito (angina), ou até mesmo a um infarto.
De acordo com a cardiologista e médica nuclear da DIMEN, Priscila Cestari Quagliato, isso acontece, pois as baixas temperaturas fazem com que o sistema cardiovascular trabalhe mais para manter o equilíbrio térmico do corpo. “A vasoconstrição – processo em que os vasos se contraem para impedir a perda do calor – é uma reação de defesa natural ao frio, mas que pode resultar em uma sobrecarga do coração em casos específicos”, explica a médica.
Existem exames cardiológicos que permitem a detecção precoce de problemas cardiovasculares, como o teste ergométrico. Mas algumas populações, como pacientes hipertensos por exemplo, podem apresentar alterações do eletrocardiograma relacionadas ao aumento crônico da pressão arterial e em alguns casos, até relacionadas a hipertrofia (aumento da musculatura do coração) gerando dúvida diagnóstica. Nessa situação, exames de imagem tem um papel o importantíssimo.
A Medicina Nuclear conta com dois exames que podem auxiliar de forma precisa a detecção das doenças cardiovasculares, prevenindo eventos catastróficos como o infarto, sendo eles: a cintilografia de perfusão miocárdica e o PET/CT cardíaco.
Doenças respiratórias também surgem durante o inverno
Com a alteração climática, as mudanças nos hábitos de vida também contribuem para o aumento das doenças respiratórias, pois as pessoas ficam mais tempo em ambientes internos e expostos ao ar condicionado. As pessoas mais sedentárias, que dormem pouco e se alimentam mal, prejudicam a resposta de defesa do organismo
No inverno, muitas pessoas sofrem com as oscilações climáticas. O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar são fatores que contribuem para o aumento das alergias respiratórias devido à alta concentração de poluentes na atmosfera. Com isso há uma redução dos mecanismos de defesa do organismo, o que propicia o aparecimento de doenças respiratórias como a asma, bronquite, rinite e sinusite.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, as alergias atingem, em média, 30% da população mundial. Especialistas estimam que, até o final do século, metade dos brasileiros deve sofrer com diversos tipos de alergias. Porém, durante o inverno, os maiores níveis de poluentes no ar costumam irritar as vias respiratórias com mais frequência e, nessa estação, ocorre a já conhecida inversão térmica, quando uma camada de ar frio mais pesada acaba descendo à superfície terrestre e retendo os poluentes.
O ar frio também atua como irritante das vias aéreas, o que acarreta mais sintomas alérgicos, como a falta de ar e a coriza. Além disso, a maior circulação de vírus como o da gripe e do resfriado influenciam diretamente no aumento de doenças do aparelho respiratório.
Para se manter protegido de vírus e bactérias que afetam a respiração, atitudes simples podem evitar a proliferação dessas doenças como manter os ambientes arejados, beber bastante líquido e controlar a umidade relativa do ar acima de 50%, são algumas das ações que podem fazer a diferença. (Hospital do Coração)

infográfico doenças inverno.jpg


Compartilhe esta notícia!