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Araçatuba aguarda repelentes para distribuir a gestantes em Unidades Básicas de Saúde

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Num ano em que a dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti voltaram a representar um desafio para as autoridades de saúde em Araçatuba, pelo menos um grupo de mulheres sofre com a falta de produto necessário para a prevenção: as gestantes de baixa renda, que têm direito de receber gratuitamente repelentes distribuídos pelo Ministério da Saúdee.
Pelo menos desde o começo do ano, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) não estão recebendo do governo federal esses produtos, usados para reforçar a proteção contra o transmissor das doenças, em especial às mulheres grávidas, pela associação vírus Zika com a microcefalia em bebês.
A informação foi confirmada no último dia 24 pela Prefeitura à Câmara em resposta a requerimento aprovado por todos os vereadores em 27 de maio. E não há previsão para que o problema seja solucionado de imediato.
“A informação dada pela direção do DRS-2 ( Departamento Regional de Saúde) é que não há previsão para o repasse do Ministério da Saúde”, diz a administração municipal, em sua manifestação aos parlamentares.
Órgão ligado ao governo estadual, o DRS-2 informou à gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) apenas que aguarda uma posição do Ministério da Saúde para abastecer as diferentes regiões do Estado que oferecem o programa. O departamento ressaltou que informações como prazo de regularização e motivos de desabastecimento não são fornecidas aos municípios.
NÚMEROS
Questionada sobre quantos repelentes foram entregues em Araçatuba desde o início da distribuição, o poder público local esclareceu que começou a receber os produtos em 2017. Na ocasião, informou o Executivo, chegaram a Araçatuba 5,9 mil frascos. No ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu 3.960.
“Os estoques terminaram no início de 2019 e não tivemos mais reposição neste ano”, diz a reposta assinada pela secretária de Saúde, Carmem Silva Guariente, e ainda Paula Roberta Pedruci (diretora do Departamento de Assistência Especializada) e Mônia Pagani Canalis (Divisão de Política e Controle de Medicamentos).
Ainda no texto, elas ressaltam que os quantitativos enviados aos municípios são referentes aos dados do Programa Bolsa Família, razão pela qual o município não tem autonomia para solicitar o quanto necessita.
PRIORITÁRIAS
De acordo com o Ministério da Saúde, têm prioridade na oferta dos repelentes população que vive em área endêmica de doenças como a febre amarela, dengue, chikungunya e zika; gestantes acompanhadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde); público com contraindicação à imunização da febre amarela; agentes comunitários de saúde expostos à situação de risco, entre outros. Para se manter imune, a pessoa deve aplicar o repelente diariamente nas áreas expostas do corpo, devendo observar o tempo de reaplicação de dez horas. O público-alvo ou beneficiários pode retirar o repelente gratuitamente na unidade de saúde mais próxima do seu município.
ESTATÍSTICAS
Somente em 2019, Araçatuba já contabiliza 5.137 casos de dengue, conforme números divulgados pela Vigilância Epidemiológica na última sexta-feira. Considerando os últimos dez anos, esse número é inferior apenas ao registrado em 2010, quando, com 11.509 confirmações e seis mortes, a cidade enfrentou uma epidemia. Para se ter uma ideia da “explosão” de casos neste ano, em 2018, Araçatuba teve apenas 43 registros e, em 2017, 103.
Já de zika vírua e chikungunya, a cidade não teve nenhum registro até neste ano até o presente momento.

 


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