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Vítima de incêndio poderá dar nome ao Calçadão

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Dois meses depois do incêndio na Cris Park, o sargento Júlio César Delfino, morto ao tentar apagar o fogo na loja, poderá dar nome ao calçadão de Araçatuba.
Na próxima segunda-feira, a Câmara vota projeto de lei que homenageia o bombeiro como nome do principal corredor comercial da cidade, onde funcionava o estabelecimento que ficou totalmente destruído.
De acordo com o projeto de lei de autoria dos vereadores Cláudio Henrique da Silva (PMN) e Carlinhos do Terceiro (SD), a denominação, se aprovada, valerá entre o trecho da praça Rua Barbosa e rua Dom Pedro I.
BIOGRAFIA
Delfino morreu com 35 anos de idade e deixou esposa e duas filhas – uma de 8 anos; outra de 3.
Sua morte causou grande comoção em Araçatuba. No sábado subsequente à tragédia, pessoas que passavam pelo calçadão nas primeiras horas do dia formaram uma roda e fizeram uma oração. De mãos dadas, comerciantes, funcionários e pessoas que passavam pelo local, fizeram um minuto de silêncio, seguido do “Pai Nosso”, finalizando com uma salva de palmas. Após o velório, cortejo fúnebre percorreu as principais ruas e avenidas da cidade. Ao sepultamento, no cemitério Recanto de Paz, compareceram mais de mil pessoas. A despedida contou, inclusive, com a presença do comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcelo Vieira Salles.
Delfino fazia parte da corporação há nove anos. Pessoas próximas o classificavam como um agente dedicado. Ele morreu ao ser atingindo por labaredas de fogo, quando o incêndio já estava praticamente controlado. Ele não conseguiu sair a tempo e ficou preso no interior da edificação. O corpo dele foi encontrado após três horas, quando os outros bombeiros conseguiram controlar totalmente as chamas e entrar na loja.

INVESTIGAÇÕES
Laudo pericial sobre o incêndio, recentemente divulgado, informou que a tragédia foi provocada por uma pane elétrica. As investigações prosseguem na polícia.

ARNON GOMES
Araçatuba


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