Araçatuba

Equipamento adquirido pela Santa Casa garante cirurgias menos invasivas

Uma menina de sete anos, residente em Guararapes foi a primeira paciente operada por equipamento de videolaparoscopia adquirido pela direção da Santa Casa de Araçatuba para procedimentos cirúrgicos pediátricos. A técnica que já é usada há mais de 30 anos em cirurgias de adultos passou recentemente a ser indicada para aplicação em bebês, crianças e pré-adolescentes por possibilitar procedimentos minimamente invasivos, pós-cirúrgicos menos dolorosos e período de internação mais curto.
A paciente foi operada na sexta-feira pela manhã pelos cirurgiões pediátricos Aimar Garcia Sanches e Adriana Oliva Heleber e o especialista em cirurgia do aparelho digestivo, Celso Gonçalves. O procedimento foi realizado para retirada da vesícula, tratamento específico da colelitíase também conhecida pedras na vesícula ou cálculos biliares, problema não rotineiro dentre crianças, “mas que pode ser comum em crianças com anemia falciforme cuja evolução pode registrar o aparecimento de cálculos na vesícula”, explicou a cirurgiã pediátrica Adriana Oliva Heleber.
De acordo com a mãe da paciente um exame de sangue indicou que alguma coisa não estava bem. A menina foi encaminhada para o Ambulatório de Cirurgia Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba. Exames realizados constataram a presença de cálculos em sua vesícula cujo tratamento é cirúrgico.
Os cirurgiões pediátricos decidiram realizar o procedimento através da videolaparoscopia pela pouca invasividade da técnica em relação à cirurgia aberta que exigiria incisão subcostal, método com pós-cirúrgico bastante doloroso. “Com a videolaparoscopia bastam três ou quatro incisões pequenas e o procedimento é rápido e seguro”, detalhou Heleber. O procedimento durou 40 minutos e a recuperação pós-cirúrgica e alta hospitalar demandaram poucas horas.
Em crianças, a videolaparoscopia é indicada com segurança para apendicite, retirada da vesícula, correção de fluxo gastroesofágico, testículo intra-abdominal (quando o testículo não desceu para a bolsa escrotal), cisto no ovário e alguns tipos de biópsias.
Cistoscópio
O equipamento foi uma das aquisições efetuadas pela diretoria da Santa Casa de Araçatuba para reequipar as 12 salas cirúrgicas do hospital. Além da Videolaparoscopia, a especialidade de Cirurgia Pediátrica passou a dispor também de um Cistoscópio Pediátrico, equipamento utilizado em tratamento cirúrgico de doenças urológicas, dentre as quais o refluxo vesicoureteral, anomalia que causa infecções urinárias em recém-nascidos, sendo mais comum em meninos.
“O equipamento facilita esse e outros procedimentos urológicos em que precisamos utilizar cateter duploJ “, explica Sanches, que aponta também as cirurgias de ureterocele, anomalia congênita no ureter que afeta crianças de ambos os sexos. “Com os novos equipamentos, essas e outras cirurgias poderão ser feitas na Santa Casa”, completa o cirurgião.
Centro de referência em Cirurgia Pediátrica, especialidade que realiza tratamento cirúrgico de doenças congênitas e adquiridas, desde o período neonatal até o fim da puberdade, a Santa Casa de Araçatuba realiza em média 55 cirurgias pediátricas por mês dentre eletivas e de urgência e emergência.
Dentre as eletivas são realizados no hospital desde procedimentos de pequeno porte, como hérnias, fimose, correção de testículo, pequenos tumores superficiais e refluxo gastroesofágico, a cirurgias complexas em recém-nascidos. Os cirurgiões pediátricos também dão suporte à especialidade de Oncologia Pediátrica com a realização de cirurgias necessárias ao tratamento da doença.
Nas cirurgias de Urgência e Emergência destacam-se os traumas, as patologias como apendicites e diverticulites, e as cirurgias neonatais para correção de malformação congênita.
A especialidade conta com sala cirúrgica exclusiva e dispõe de infraestrutura para exames de diagnóstico e para internação, inclusive em UTI. “A estrutura está muito boa e possibilita resolver praticamente tudo o que a demanda regional tem direcionado para a Santa Casa de Araçatuba”, afirma Sanches, que destaca também “a boa relação com a equipe de neonatologia e pediatria” como outro fator que influencia os bons resultados do Serviço de Cirurgia Pediátrica.

DA REDAÇÃO
ARAÇATUBA

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