Acompanhando o cenário positivo observado em nível nacional na geração de empregos no mês passado, a região de Araçatuba teve, em abril, desempenho acima da sua própria média na comparação com os períodos anteriores.
No quarto mês de 2019, juntas, as 16 cidades da região com mais de dez mil habitantes criaram exatos três mil postos de trabalho com carteira assinada. A constatação está nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério da Economia. O saldo é consequência da diferença do total de 8.359 admissões contra 5.359 demissões feitas aos longo dos 30 dias de abril passado.
Com os dados apresentados nessa sexta-feira, pelo quarto mês consecutivo, a região terminou com saldo positivo na criação de postos de trabalho formais. O volume de oportunidades criadas em abril supera em 31,8% o acumulado da vagas gerado na região nos dois últimos meses. Em março e fevereiro, foram abertos 974 e 1.302 postos, respectivamente. Em janeiro, o número havia ficado em 1.007.
O bom desempenho da região na última contabilidade é atribuído, em grande parte, ao início da safra nas usinas do setor sucroalcooleiro. Os melhores saldos foram observados em cidades onde o segmento é forte, como Castilho (670 vagas abertas), Valparaíso(418), Penápolis (303), Mirandópolis (260) e Araçatuba (170). Houve ainda destaques individuais, como Andradina, que terminou com saldo de 451 contratações, e Buritama, 398.
Para o economista e professor universitário Marco Aurélio Barbosa, da FAC-FEA (Faculdade da Fundação Educacional Araçatuba), os números evidenciam o crescimento nos segmentos da agropecuária e de serviços na região. “O desempenho da agropecuária é explicado pelas contratações do setor sucroalcooleiro em virtude da safra”, analisa Barbosa, que é coordenador do Observatório da Economia Regional, na FEA.
O analista destaca também a expansão do setor de serviços em várias cidades. Principalmente, para aquelas que vêm se consolidando como polos de prestação de serviços diversos, casos de Araçatuba e Birigui.
“No caso da cidade de Araçatuba, o setor de serviços foi o maior gerador de saldo positivo no ano com 604 vagas. Em segundo lugar, aparece o setor da agropecuária, com saldo positivo no ano de 78 empregos e, em terceiro lugar, a indústria com saldo de 15 empregos entre janeiro e abril de 2019”, ressalta o economista.
Ainda em relação à maior cidade da região, Barbosa destaca o acumulado na geração de empregos durante o primeiro quadrimestre. De janeiro a abril deste ano, o município de Araçatuba acumulou um saldo positivo de 617 postos de trabalho formais, crescimento de 62,37% em relação ao mesmo período de 2018, quando esse montante havia ficado em 380. “Araçatuba melhorou bastente em relação ao ano passado e ao mês anterior”, afirma.

Resultados trazem boas perspectivas para a economia regional, diz economista

Os resultados divulgados ontem trazem boas perspectivas para a economia regional, segundo o economista Marco Aurélio Barbosa. “A expectativa de que, ao longo do ano, a região consolide um desempenho em termos de empregabilidade melhor que o ano de 2018”, afirma Barbosa.
Entretanto, podera, o resultado para os próximos meses depende, em especial, das condições macroeconômicas do país e dos avanços das reformas estruturais, com destaque para a previdenciária. “A situação é preocupante no setor industrial, que ainda não conseguiu retomar o crescimento sustentável e vem, ano após ano, reduzindo seu peso e participação na economia”, diz.

BRASIL
O levantamento de abril do Caged mostrou que o saldo nacional na geração de empregos também foi positivo: 129.601 vagas. No ano, o acumulado já chega a 313.835. Foi o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram criadas 196.913 vagas. Mas, diferentemente da região de Araçatuba, onde o campo deu a maior contribuição, no País, a criação de empregos com carteira assinada foi beneficiadas pelos setores de serviço e indústria.

TABELA

ARNON GOMES
Araçatuba

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