Araçatuba

Audiência pública discute problemas no abastecimento de água em Araçatuba

A Audiência Pública relativa ao fornecimento de água e ao esgotamento sanitário de Araçatuba (SP) reuniu pouco mais de 50 pessoas no plenário da Câmara Municipal, entre vereadores, representantes da Samar (concessionária dos serviços), do DAEA (agência reguladora e fiscalizadora) e cidadãos de forma geral. Os trabalhos foram liderados pelo vereador doutor Flávio Salatino (MDB), vice-presidente da Comissão Permanente de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano e Rural da Câmara, que convocou o evento.
Inicialmente, o comissário geral do DAEA, Márcio Saito, fez uma apresentação da autarquia municipal. Em seguida, o diretor técnico da Samar, Rondinaldo Lima, expôs o histórico da empresa, assim como os sistemas de captação, tratamento e distribuição de água, e de esgotamento sanitário de Araçatuba. Ele garantiu que a empresa monitora e controla toda a rede de abastecimento, sendo que fornece ao mês 68 mil m3 de água, e realiza a análise de quase 19 mil amostras de água a cada 30 dias. Lima afirmou também que os dados são disponibilizados virtualmente ao público e chancelados pela Vigilância Sanitária.

RECLAMAÇÕES
Na etapa mais aguardada da audiência, vereadores e cidadãos fizeram perguntas ao representante da Samar. O morador do bairro Jussara, Antonio Almeida, iniciou os questionamentos querendo saber quais as providências da empresa para evitar que o bairro fique sem água por vários dias, como ocorreu em março. Lima pediu desculpas pelo ocorrido e argumentou que se tratou de uma situação pontual, e disse também que a Samar alterou a forma de atuação em casos semelhantes, com manutenções preventivas, por exemplo.
José Maurício Pollon, do Umuarama, fez quatro reclamações: falta de água no bairro, troca de hidrômetro metálico por equipamento plástico, alto custo para religamento da água, e perda da limpeza de caixa d’água por causa da água barrenta fornecida pela empresa. O advogado Danilo Zaninelo, do Iporã, reclamou de 200% de aumento repentino na conta de água de sua casa, supostamente por passagem de ar pelo hidrômetro, que foi reduzida após reparo no equipamento. Nitieli Cardoso Mateus, também do Umuarama, reclamou do alto valor na conta (que foi corrigida depois de três dias de idas e vindas à empresa, segundo a consumidora) e passagem de ar pelo hidrômetro. Para os três casos, o representante da Samar disse que não tem como responder casos específicos, mas garantiu que passagem de ar não é cobrado. Christian Menezes, do Hilda Mandarino, desafiou Lima a provar que a cidade tem 100% de esgoto tratado (o representante da Samar sustentou a informação), colocando-se à disposição para mostrar pontos onde o esgoto cai sem tratamento no ribeirão Baguaçu. De forma geral, o diretor técnico colocou a Samar à disposição para checar os casos específicos citados na audiência. Respondendo a Pollon, disse também que fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp servem para que a empresa analise e solucione problemas.

DA REDAÇÃO
Araçatuba

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