Araçatuba

Paciente de 74 anos é a segunda vítima fatal de leishmaniose em 2019

Araçatuba registrou o segundo caso de morte por leishmaniose visceral este ano. O paciente, identificado como CG, de 74 anos, residente no Hilda Mandarino, ficou internado por 17 dias na Santa Casa. Ele morreu no domingo, por volta de 12 horas, com quadro de pneumonia. O primeiro caso de morte este ano ocorreu em fevereiro. A vitima foi K.Y.K., 39 anos, residia no Bairro Umuarama, na mesma região da cidade.
A reportagem apurou que CG, de 74 anos, foi internado no dia 2 de maio, com vários problemas de saúde. Os médicos colheram material e encaminharam para exame laboratorial. O resultado deu positivo para leishmaniose. Mesmo com os medicamentos específico. No entanto, mesmo com todos os cuidados médicos e tratamento, o quadro evoluiu para óbito.
Conforme dados divulgados anteriormente pela assessoria da Prefeitura de Araçatuba, em 2017 foram registrados nove casos da doença e dois óbitos. Já no ano passado foram 15 casos com três óbitos. Este ano, até agora foram dois óbitos. O número total de casos de 2019 não foram apurados.

PREOCUPAÇÃO
A primeira vítima de leishmaniose este ano em Araçatuba foi internada em fevereiro com suspeita de dengue hemorrágica. Porém, devido ao quadro, os médicos colheram material para exame. Deu negativo para dengue, mas positivo para leishmaniose. Embora a paciente aparentemente desfrutasse de boa saúde, ela não reagiu ao tratamento e morreu. O óbito chocou amigos e familiares.

BLOQUEIOS
Quando acionado com caso positivo da doença, o Centro de Controle de Zoonoses, em conjunto com a Vigilância Epidemiológica, inicia os trabalhos de bloqueio em torno de 200 metros de onde o paciente mora.
Em fevereiro, o diretor do CCZ, Alexandre Cândido Alves, disse que a melhor forma de prevenção, é tentar eliminar o mosquito transmissor da doença.
“Manter os quintais limpos, velas portas e janelas, evitar objetos nos quintais que possam servir como criadouros, principalmente folhas, restos de comida, fezes de animais, que são locais onde o mosquito palha se procria”, complementou.

SINTOMAS
A leishmaniose visceral é uma doença causada por um protozoário da espécie Leishmania chagasi. O ciclo evolutivo apresenta duas formas: amastigota, que é obrigatoriamente parasita intracelular em mamíferos, e promastigota, presente no tubo digestivo do inseto transmissor. É conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun. A Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. Os sintomas vão desde o inchaço do fígado e do baço até febres longas e perda de peso.
TRANSMISSÃO
Os transmissores são insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Estes insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. (Com informações do Ministério da Saúde)

ANTÔNIO CRISPIM
Andradina

 

 

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