Araçatuba

Na contramão do Estado, região vê crescer número de mortes no trânsito durante o primeiro trimestre

A região de Araçatuba caminhou na contramão do Estado no que diz respeito a mortes no trânsito no primeiro trimestre deste ano. Enquanto São Paulo registrou o menor número de fatalidades para o período em quatro anos, Araçatuba viu aumentar o total de óbitos em ruas, avenidas e estradas.
Segundo o Infosiga-SP, órgão estadual que contabiliza as ocorrências nas vias públicas, entre janeiro e março deste ano, juntos, os 43 municípios do território totalizaram 37 mortes no trânsito ante 27 no mesmo intervalo de 2018.
A comparação leva a um aumento de 37%, de acordo com o estudo. O mesmo levantamento aponta ainda que a região foi a que registrou o segundo maior aumento de fatalidades em todo o Estado no trimestre, ficando atrás apenas de Barretos, que registrou um acréscimo de 42%. Também encerraram o período com alta no número de mortes as seguintes regiões administrativas: Central (+30%), Marília (+26%), São José do Rio Preto (+25%), Baixada Santista (+8%), Região Metropolitana da Capital (+3%) e Bauru (+3%).
Das 37 mortes registradas pela região, em suas vias públicas, no começo de 2019, quatro aconteceram somente em um fim de semana. Foi no mês passsado, quando o motociclista Douglas Ezequiel Braga da Silva, de 29 anos, morreu ao colidir sua Honda/Titan com um cavalo no quilômetro 30 da estrada vicinal José Rodrigues Celestino, em Andradina. Esse caso é o exemplo de um dado preocupante, o que revela um aumento número de vítimas motociclistas: 439 casos em 2019, contra 415 nos três primeiros meses de 2018 (+5,8%).
No mesmo fim de semana em que Douglas morreu, três mulheres morreram um grave acidente de carro, sobre a ponte que corta o rio Tietê, entre os municípios de Pongaí e Borborema, na microrregião de Lins.

ESTADO
Diferentemente da região, no Estado, as estatísticas mostram a menor quantidade de mortes no trânsito desde 2015, quando começou a série histórica da pesquisa. Entre janeiro e março, foram 1.205 fatalidades 1.212 no ano passado – queda de 0,6%. Já na comparação com os três primeiros meses de 2015, a redução é de -24,5%, quando ocorreram 1.597 óbitos. Em março, São Paulo registrou 429 ocorrências, queda de 4% na comparação com março de 2018 (447 casos). De acordo com o governo estadual, as reduções foram influenciadas pela diminuição considerada significativa no número de atropelamentos no trimestre (-15,4%).
O Infosiga SP também aponta redução dos índices em oito das 16 regiões administrativas do Estado: Itapeva (-30%), Ribeirão Preto (-26%), Franca (-25%), São José dos Campos (-22%), Registro (-11%), Sorocaba (-9%), Presidente Prudente (-8%) e Campinas (-4%) em relação ao primeiro trimestre de 2018.

Mais da metade dos acidentes com mortes ocorreram dentro das cidades

Segundo o Infosiga-SP, a maior parte das fatalidades aconteceu em vias municipais (57,1%), enquanto 42,9% foram em rodovias. Os dados do governo de São Paulo retratam ainda uma acentuada queda no número de vítimas pedestres (-15,4%). Entre janeiro e março de 2019, foram registradas 286 ocorrências contra 338 em 2018. No trimestre, 60,1% dos atropelamentos aconteceram em vias municipais e 35,7% em rodovias. Em 4,2% dos casos não foi possível identificar com precisão o tipo de via.
Ocupantes de automóveis aparecem em terceiro lugar nas estatísticas e com aumento no total de ocorrências. Foram 310 no primeiro trimestre de 2019 contra 275 no período anterior (+12,8%).
Já as fatalidades envolvendo ciclistas aparecem em quarto lugar nas estatísticas. Ao todo, foram 93 ocorrências em 2019 contra 87 em 2018, alta de +6,9%.
A pesquisa também traçou um perfil da vítima de acidente no Estado. A maioria é homem (80,7%), condutor de veículo (57,9%) e pelo menos um quarto dos casos (26,6%) envolve jovens com idade entre 18 e 29 anos de idade. Os acidentes estão concentrados no período da noite (49%) e nos finais de semana (48,5%). Com informações do Governo de São Paulo

ARNON GOMES
Araçatuba

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