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Feijão está valendo ouro. A frase não é atribuída à capacidade de nutrição do alimento, mas ao preço. Desde novembro do ano passado o preço do feijão disparou, passando de aproximadamente R$ 3,00 o quilo para mais de R$ 10,00. Nos últimos dias chegou a recuar, mas permanece próximo de R$ 10. Mas o que provocou este aumento? Esta é a pergunta que todos fazem. Um conjunto de fatores contribuiu para a escalada do preço. Para o engenheiro agrônomo Jorge Hipólito, do Núcleo de Sementes de Araçatuba (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento), o desestímulo do agricultor, elevado custo de produção, concorrência com outras lavouras e baixa oferta no mercado contribuíram para preço ficar elevado e só deve cair no meio do ano.
Segundo Jorge Hipólito, a cultura do feijão exige elevado nível de tecnologia, como sistema de irrigação, para garantir produção de 40 sacas por hectare. Com a saca comercializada entre R$ 80,00 e R$ 120,00, o agricultor perde ou ganha muito pouco, o que torna a lavoura menos atrativa. Desta forma, o agricultor decide investir nop cultivo de outros produtos, menos exigentes, com menos riscos e maior possibilidade de lucro. Além disso, o preço do feijão é muito instável, ao contrário da soja, por exemplo.
Sem garantias de preço e sujeito às oscilações do mercado, muitos agricultores deixaram de cultivar o feijão. Com baixa oferta e procura equilibrada, o preço disparou. E não é fácil importar feijão para normalizar o abastecimento. Assim, o preço vai continuar nas alturas. A saca de 60 quilos do feijão está sendo comercializada entre R$ 350,00 e R$ 400,00. Com isso, o preço no varejo disparou.
O agrônomo Jorge Hipólito disse que devido ao preço elevado, o estoque de sementes acabou. Fica claro que muita gente vai plantar o produto entremarço e abril para colher em junho e julho. Se a produção foi elevada e reduzir o preço, novamente no ano que vem vai haver pouca oferta e o preço sobe.
Na avaliação do agrônomo, o ideal seria a saca custar R$ 180 a R$ 200 na roça. Assim, o produtor teria certeza de lucro e o consumidor também pagaria preço justo.
No entanto, o equilíbrio é muito difícil e assim vive a gangorra de produção baixa e preço elevado.

ANTÔNIO CRISPIM
Araçatuba


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