Araçatuba

Construção civil quer gerar 1 milhão de empregos

Um milhão de empregos. Este é o número mágico da construção civil para este ano. As propostas para atingir a meta, assim como para a retomada do investimento, foram apresentadas pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, em reunião realizada, em Brasília (DF), com o vice-presidente da República, general Antônio Hamilton Martins Mourão. “Foi uma reunião produtiva”, disse o executivo ao deixar o encontro. “Sabemos que a indústria da construção pode aquecer a economia. Não precisa de dinheiro público, mas da caneta do governo”, frisou.
Estão listadas no documento “Construção: 1 milhão de empregos já!” a retomada de obras paralisadas, parcerias entre o setor privado e público, e melhorias do ambiente de negócio por meio de ações que promovam previsibilidade, confiabilidade e segurança jurídica para recuperar a confiança do empreendedor e garantir as condições para novos investimentos. Assim, a CBIC avalia que, ao promover as medidas sugeridas, é possível gerar ao menos 1 milhão de novos postos de trabalho em todo o País.

Paulo Guedes
Representantes da construção civil também se reuniram recentemente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que reiterou a importância dessa indústria para a geração de empregos, e sinalizou o interesse do governo federal em adotar as medidas necessárias para estimular a atividade do setor. Guedes reafirmou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência para criar as condições de recuperação da economia e a retomada do investimento.
“Foi uma conversa muito importante e positiva. Nós temos defendido, e concordamos com o ministro que a aprovação da Reforma da Previdência é essencial para o resgate da confiança do empreendedor”, disse o presidente da CBIC. “O ministro demonstrou sensibilidade para a importância do nosso setor”, frisou. Guedes demonstrou apoio à agenda do setor e informou que a liberação de recursos suficientes para a regularização dos desembolsos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Otimismo do Sinduscon OESP
O diálogo com o vice-presidente e com o ministro tranquilizou os empresários associados ao Sinduscon OESP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo). “Notamos que o governo federal está se esforçando para recolocar o país na direção do desenvolvimento. A agenda apresentada converge com a da construção civil. Está claro que existe objetividade e determinação do ministro da Economia, por exemplo, no sentido de construir efetivamente um novo País”, comenta o presidente do Sinduscon OESP, Aurélio Luiz de Oliveira Júnior.
O fato de Paulo Guedes demonstrar sensibilidade com o MCMV também merece considerações de Oliveira Júnior. “O ministro autorizou a liberação de recursos para pagamento dos atrasados, e também para adiantamento de recursos. Isso também é uma clara sinalização da convergência da pauta econômica apresentada por ele (Guedes) com os temas estratégicos da construção civil”.

Audiência pública
Em audiência pública realizada no final de fevereiro, a Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado Federal, em Brasília (DF), sobre o MCMV, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou que está em fase final a negociação com o ministério da Economia e a Casa Civil para adiantamento de recursos (R$ 1,35 bilhão) ao MCMV.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, acompanhou a audiência, na qual o ministro admitiu que o repasse para o programa nos dois primeiros meses deste ano ficou abaixo do necessário. De acordo com Gustavo Canuto, com a antecipação de repasses do segundo semestre ano será possível regularizar a situação do MCMV já no próximo mês de março.
O ministro do Desenvolvimento Regional mencionou que recursos da União estão com déficit e quer evitar paralisação total de repasses, como ocorreu em 2015. Disse também que entende o problema das obras paradas e prevê solução com novos acordos.

DA REDAÇÃO
Araçatuba

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