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ARNON GOMES – Araçatuba

Passado um mês do início de sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes, após vencer a mais acirrada disputa da história pelo governo de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou uma série de medidas que impactaram diretamente a vida de moradores da região de Araçatuba.
A Secretaria Especial da Comunicação afirmou que as primeiras ações e resultados obtidos decorrem de esforços da atual administração a fim de “fazer uma gestão enxuta, inovadora e focada na eficiência e transparência”.
A reportagem de O LIBERAL REGIONAL levantou pelo menos dez tópicos que atingiram os 43 municípios da região, mais Lins e Promissão, cidades de abrangência do SRC (Sistema Regional de Comunicação).
CORTE DE GASTOS
Procurando justificar a promessa de fazer uma “gestão enxuta”, Doria baixou, no mesmo dia de sua posse, decreto que prevê o cancelamento de uma série de contratos, todos firmados no final da gestão de seu antecessor, Márcio França (PSB), derrotado pelo tucano no pleito de 2018. Considerando os dois pacotes de cortes de gastos anunciados pelo governo paulista com base nesse decreto, o Estado já cancelou, somente neste ano, convênios para obras de infraestrutura e investimentos e custeio na saúde que chegam a R$ 6.149.368,00 na região.
Apesar de os municípios onde ocorreram o enxugamento serem governados, em sua maioria, por prefeitos que apoiaram França na eleição passada, em ambas as situações, a gestão tucana atribuiu o contingenciamento à necessidade de “racionalização e otimização dos recursos públicos disponíveis” e à falta de previsão orçamentária durante a celebração do convênio.
O “facão” atingiu parcerias com o Estado previstas em Birigui, Guararapes, Lins, Buritama, Guzolândia, Pereira Barreto, Itapura, Glicério, Auriflama, Ilha Solteira e Penápolis.

OSs e AME
Foi também no primeiro dia de governo que Doria, via decreto, determinou a suspensão de contratos com OSs (Organizações Sociais) firmados pela gestão de França. O objetivo foi fazer uma reavaliação. A decisão, no final, fez reacender a “disputa” entre Araçatuba e Penápolis pela implantação do AME (Ambulatório Médicos de Especialidades) Cirúrgico, conforme O LIBERAL noticiou em 16 de janeiro. Em julho do ano passado, França havia decidido que o serviço funcionaria em Penápolis. Em dezembro, foi confirmada a OS Santa Casa de Pacaembu para geri-lo. A entidade já havia até começado a adequação de prédio cedido pelo município para o funcionamento da unidade.
Porém, na última sexta-feira, o Estado ratificou a suspensão do contrato, conforme se esperava desde o início do mês. “A Secretaria de Estado da Saúde avaliou o processo referente ao AME de Penápolis, firmado na gestão anterior com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu e, tecnicamente, considerou necessária a realização de novos estudos para embasar a implantação de um novo serviço em local que atenda adequadamente a região”, diz o Estado.
Segundo o governo, a Secretaria de Saúde está fazendo um levantamento técnico e epidemiológico para avaliar as demandas de todas as regiões do Estado. A ideia é otimizar serviços existentes e implantar novos onde houver necessidade. Com isso, Araçatuba voltou a ter esperança de conquistar o ambulatório que fará procedimentos de baixa e média complexidades para 40 municípios. Na Câmara, uma comissão de vereadores foi formada para unir forças políticas e pleitear o serviço. Porém, nada também está garantido.
A Secretaria de Comunicação ressaltou que, hoje, a região já conta com o Hospital Estadual de Mirandópolis, que realiza mais de 6,5 mil atendimentos, entre exames, consultas, cirurgias e internações. E citou ainda a existências de dois AMEs, localizados em Araçatuba e Andradina, que, juntos, ofertam mais de 17 mil consultas e cerca de 1,5 mil cirurgias por mês.


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