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Em um ano de cogestão, Pronto Socorro registrou quase 100 mil atendimentos

DA REDAÇÃO – PENÁPOLIS
Na terça-feira (8), completou um ano de cogestão no Pronto Socorro Municipal de Penápolis. A gestão compartilhada entre a Prefeitura de Penápolis e a Organização Social Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Birigui realizou quase 100 mil atendimentos durante este período.
Segundo dados fornecidos pela gerência administrativa da unidade, foram 99.800 consultas realizadas durante o período. Além de Penápolis, o Pronto Socorro atende as cidades próximas, como Alto Alegre, Avanhandava, Barbosa, Braúna, Glicério, Luziânia.
A partir do novo sistema compartilhado de gerenciamento, foram realizados 55.763 exames médicos, incluindo 21.880 exames de raio X, 28.560 laboratoriais, 1.592 tomografias, 3.270 ultrassons, entre outros.
O espaço físico do Pronto Socorro também recebeu melhorias para melhor atender os pacientes. A reforma da fachada da unidade, pintura do prédio e melhorias das instalações da recepção de espera foram algumas ações.
Neste período também foi implantado o Sistema de classificação de Atendimento, chamado de Protocolo de Manchester. Esse método científico define as classificações de risco dos pacientes conforme seu estado de saúde, priorizando os casos mais graves em que há risco de óbito.

Equipe
Durante o primeiro ano de cogestão, foram necessárias algumas adaptações na equipe técnica e médica. Em novembro de 2018, o atendimento médico de urgência e emergência passou a contar com um médico pediatra, além de dois plantonistas clínicos gerais que já prestavam serviços na unidade.
Segundo o secretário de Saúde, Wilson Carlos Braz, a equipe médica foi reforçada a partir da necessidade apresentada pelos usuários. “O atendimento especializado em pediatria foi bastante cobrado pela população. Com o reforço na equipe, percebemos uma efetiva melhoria no atendimento”, confirmou.
A equipe do Pronto Socorro também foi reforçada com a contratação de um profissional de assistência social que atua quando a equipe de enfermagem e médica detecta circunstâncias sociais adversas.

Ouvidoria
Entre as formas de avaliação do atendimento oferecido pela cogestão, estão as estatísticas da Ouvidoria Municipal, canal oficial para registrar reclamações, sugestões, reivindicações e denúncias referentes aos serviços municipais. No período de 1 ano, foram registradas no órgão municipal, 34 reclamações.
Entre os motivos estão a demora no atendimento, com 15 registros; e reclamações sobre o atendimento prestado pela equipe de enfermagem e médica, também com 15 ocorrências. O mês com maior número de registros foi maio de 2018, com 10 protocolos. Já em fevereiro de 2018, nenhum registro foi realizado.
O secretário de saúde avalia que nos primeiros meses da cogestão houve um período de adaptação. “No primeiro semestre de 2018, foram 22 ocorrências na Ouvidoria Municipal. Já no segundo semestre, observamos uma redução, para 12 registros, o que demonstra uma melhoria no atendimento prestado aos pacientes”, destacou.

 

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