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Planejamento elabora pacote de obras para acabar com problemas históricos

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O governo do prefeito Dilador Borges, de Araçatuba, está elaborando um amplo pacote de obras que prevê investimentos superiores a R$ 20 milhões. O trabalho está sendo conduzido pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação e é acompanhado de perto pelo secretário Tadeu Consoni. O pacote de obras prevê a solução de problemas históricos de Araçatuba e que se agravam a cada ano. “Precisamos encontrar soluções. Com este investimento, esperamos acabar com mais de 90% dos passivos existentes”, disse o secretário, que vem discutindo o assunto permanentemente com o prefeito e outros integrantes do governo.
Segundo Tadeu Consoni, a proposta já foi encaminhada à direção da Caixa Econômica Federal que está avaliando a capacidade de endividamente e de pagamento da Prefeitura. “A equipe técnica da Caixa avalia todos os documentos e e determina quanto podemos pegar emprestado”, disse Consoni, fazendo um paralelo em relação ao financiamento da acasa própria. “A família apresenta os documentos e as receitas. A Caixa determina qual o valor máximo que pode ser emprestado. Se não pode financiar uma casa de R$ 1 milhão, financia de R$ 500 mil”, acrescentou.
De acordo com o secretário, há problemas em várias regiões da cidade e que o poder público precisa dar uma resposta. Para ele não dá simplesmente para ignorar a existência destes problemas e deixar a comunidade sofrer as consequências. As obras previstas são em todas as regiões da cidade. Vão desde a construção de galerias e pavimentação ao trabalho de macrodrenagem para acabar com pontos de inundação.
O secretário disse que o prefeito está empenhado pessoalmente na obtenção do empréstimo devido à importância das obras para a comunidade de Araçatuba. Consoni disse que hoje a legislação exige obras de infraestrutura e saneamento em loteamentos, mas que no passado isso não era compulsório. “Agora, temos outros problemas que precisam ser observados, como de mobilidade. Estamos exigindo investimentos nesta área nos novos empreendimentos para não deixarmos passivo para o futuro”, explicou. Ele reafirmou que em várias obras, terá a participação da iniciativa privada.
Conforme relatou o secretário, a expectativa é de que até meados de fevereiro a Caixa Federal dê uma resposta. Em caso positivo, o processo deve passar por aprovação da Câmara elaboração dos projetos. O secretário acredita que no começo do segundo semestre é possível emitir as primeiras ordens de serviço. “Trata-se de um conjunto de obras que vai ficar para a história de Araçatuba porque vai resolver problemas muitos sérios”, acrescentou o secretário Tadeu Consoni.
Várias obras estão previstas. Segue, um breve histórico do que será feito em vários pontos da cidade para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas em todas as regiões da cidade.

PROLONGAMENTO DA CAFÉ FILHO
O prolongamento da Avenida Café Filho/Paranapanema é um antigo sonho dos moradores dos Jardins Iporã e Ouro preto e outros bairros próximos. Porém, não basta apenas pavimentar. É preciso canalizar o córrego. Este trabalho será feito. O córrego será canalizado e a avenida pavimentada até o cruzamento com a Rua Urbano Criveline.
A partir cruzamento, há uma área particular, cujos proprietários futuramente pretendem lotear, já foram procurados para executar obras de drenagem e urbanização. “É preciso aumentar a vazão do córrego para eliminar os riscos de inundações, como ocorre atualmente”, disse Consoni.
MACRODRENAGEM CONTRA INUNDAÇÕES
Para executar as obras na Avenida Café Filho, é preciso resolver antes o problema das inundações nas ruas José Canovas Andreu, Rotary Clube, Lions Clube e várias outras das imediações. “Trata-se de uma bacia que recebe área de 270 hectares. Por isso, vamos ampliar a capacidade de armazenamento da lagoa existente na Rua Lions Clube (próximo aos Bombeiros). Além disso, vamos instalar conjunto de motobomba para depois mandar a água para uma segunda lagoa existente e, a partir daí, escoar para o córrego da Café Filho, que deságua no Machadinho”, disse Consoni.
Segundo o secretário, hoje existe sistema de tubos, mas não há vazão suficiente. Por isso há tanta inundação na região. Os estudos feitos levam em conta o histórico de chuva de 100 anos. Ou seja, com o trabalho de macrodrenagem e aumento da capacidade de armazenamento, será possível regular a liberação da água. Isso vai refletir até mesmo no controle da vazão do Machadinho, reduzindo os riscos de inundação da Pompeu de Toledo.

URBANIZAÇÃO DO SÃO JOSÉ E MÃO DIVINA
Segundo o secretário Tadeu Consoni, os São José e Mão Divina foram loteados em período no qual não era obrigatório os serviços de infraestrutura e saneamento básico. “Ficou este passivo para o município, que ao longo do tempo vem executando alguns serviços, mas os problemas ainda e estão muito presentes”, disse o secretário.
No pacote de obras estão previstas construção de galerias, construção de guias e sarjetas e pavimentação de várias ruas do São José e do Mão Divina.
O objetivo é pavimentar todas as ruas com residências e que ainda não têm o benefício.

ACESSO AO PORTO REAL
Para o secretário Tadeu Consoni, o passivo na mobilidade é preocupante. “Precisamos facilitar o acesso à casa do cidadão e, da mesma forma, dar condições de acesso a outras regiões da cidade”, disse. O secretário citou como exemplo os moradores dos residenciais Porto Real 1 e Porto Real 2, como mais de mil famílias. Para ter acesso à Avenida Valdemar Alves, os moradores precisam trafegar pela contramão de direção na Avenida Brigadeiro Faria Lima (marginal à Elyeser Montenegro Magalhães).
Além disso, há projeto de novo empreendimento naquela região da cidade. “Estamos conversando com o empreendedor para construirmos o prolongamento da Valdemar Alves, que atenderia os dois residenciais já existentes e o novo empreendimento”, acrescentou Consoni. O projeto prevê, ao final da avenida, uma rotatória de acesso aos residenciais, no futuro, até mesmo interligação com Engenheiro Taveira.

URBANIZAR PARQUE INDUSTRIAL
No final das ruas Porangaba, Bolívia e Guatemala, próximo à Avenida Clibas de Almeida Prado (marginal à Elyeser Montenegro Magalhães) e do Parque Industrial também há uma área considerada passivo. O término das ruas está intransitável.
“Trata-se de um problema existente há muito tempo. Precisamos resolver a questão definitivamente”, disse o secretário, que pretende construir guias e sarjetas e pavimentar os términas destas rurais.
Com a execução desta obra, será possível urbanizar e dar destinação adequada a extensa área existente.

PAVIMENTAÇÃO DA DOIS DE DEZEMBRO
A administração quer concluir também a pavimentação da Avenida Dois de Dezembro até a Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães. Para execução desta obra, haverá parceria com a Samar e com a Lomy. Mesmo assim, o município deverá investir alto para execução da obra.
Tadeu Consoni detalhou os vários trechos e como será feito o serviço, inclusive com construção de galerias, pois em determinados locais há passagem de água.
Segundo o secretário a administração reconhece a importância desta obra, jois a Dois de Dezembro será um novo acesso da rodovia à cidade.

PAVIMENTAÇÃO DO PINHEIROS
O Bairro Pinheiros, na zona leste, tornou-se um local de importância econômica para a cidade. Além do Residencial Mansur, um condomínio fechado de elevado nível, há também o Hot Planet, o parque aquático que está atraindo visitantes. No entanto, o bairro apresenta muitos problemas de mobilidade, com ruas sem asfalto. Há necessidade também de preservar o Ribeirão Baguaçu, que passa pelo local.
“Quemos construir galerias e pavimentar várias ruas”, disse Tadeu Consoni, explicando que parte das obras de galerias serão custeadas com recursos do Fehidro. Mas o município deve fazer a sua parte com a pavimentação das vias.
“Trata-se de um bairro que precisa ser urbanizado até mesmo por questões ambientais”, explicou o secretário.

 

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