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Cresce interesse de araçatubenses pela Corrida Internacional de São Silvestre

DA REDAÇÃO – Araçatuba

A cada ano, aumenta o número de araçatubenses na Corrida Internacional de São Silvestre, que há 94 anos é disputada no dia 31 de dezembro, em São Paulo. Há algum tempo, poucos amigos “rachavam” a gasolina e iam de carro próprio. Quando era disputada à meia noite do dia 31 para o dia 1º de janeiro, poucos se arriscavam passar o reveillón longe da família, um “sacrifício” compensador para as estrelas do atletismo que vem para disputar a premiação. Depois de muitos anos, a largada passou a ser à tarde, o que beneficiou os moradores da capital paulista e cidades próximas. Depois que passou a ser no período da manhã, atraiu atletas de cidades distantes, como Araçatuba, que neste ano estará representada por ao menos 74 pessoas.
Há dois anos, 15 homens e mulheres acostumados a correr no bairro Jardim Concórdia alugaram uma van para participar da 92ª Corrida Internacional de São Silvestre. No ano passado, alugaram um ônibus para 47 pessoas. Em 2018, os que correm a maior prova de rua da América Latina criaram o grupo Silvestrinos Araçatuba e se deslocarão para São Paulo em um ônibus e um micro-ônibus, totalizando 74 pessoas, algumas da região, como Birigui, Queiroz e Três Lagoas (MS).
A administradora de empresas Edna Kássia, 44 anos, e o técnico em refrigeração Alexandre Aparecido Quessa, 43, esposa e marido, participarão neste ano pela terceira vez. Eles estavam na van de 2016 e no ônibus de 2017 e se tornaram os coordenadores do grupo. Edna diz que além de participar do esporte de que mais gosta, correr a São Silvestre é uma forma de fechar o ano de forma positiva. “São 30 mil pessoas correndo… Imagine a energia… É uma vibração muito boa”, descreve.
A diarista Gilmara dos Santos Freitas, 46 anos, participará da São Silvestre pela primeira vez. Há dois anos ela pratica corrida de rua e tem se destacado em algumas provas na região, inclusive com troféu de campeã de sua categoria (feminino 40-50 anos), terceiro ou quarto na categoria geral. Ela espera concluir os 15 quilômetros pelas ruas da capital paulista em 1h10. Sua expectativa é grande em relação à estreia. “Desde criança via a corrida na televisão e fico emocionada, muito feliz, por estar participando neste ano”, relata Gilmara.
Outro estreante é o eletricista de máquinas Arnaldo Ferreira Pereira, 48, que também de dedica a corrida de rua há dois anos, tempo suficiente para conquistar terceiros e quarto lugares, em sua categoria (masculino 40-50 anos) nas provas que disputa na região. Ele quer fazer os 15 km da São Silvestre em 1h30. O entusiasmo dele é tanto que já tem planos para correr meia maratona em 2019.

CRONOMETRISTA
Enquanto 30 mil pessoas estarão na São Silvestre para correr, um grupo de pessoas estará trabalhando nos bastidores da prova. Os cronometristas são parte destas pessoas que terão participação importante para que a corrida obtenha sucesso. Um destes cronometristas será o araçatubense Leonardo Oliveira Salvador, 15 anos, integrante da equipe WX Assessoria Esportiva (Araçatuba).
Leonardo e mais nove pessoas estarão acompanhando a corrida em tendas espalhadas nos pontos de partida, de chegada e ao longo do percurso. Quando os atletas cruzarem a linha de chegada, uma antena ao lado emitirá um sinal para os computadores dotados se um software, que fará a leitura do chip instalado no número de peito, identificando o tempo e o nome do atleta. Leonardo é cronometrista há um ano e desde então já atuou em 32 corridas. A São Silvestre será a mais importante delas.
A Corrida Internacional de São Silvestre é uma realização e propriedade da Fundação Cásper Líbero/FCL, promovida pela Gazeta Esportiva.com e apoio da Rede Globo de Televisão.

SERVIÇO
Televisão: Globo e Gazeta

LARGADA:
Pessoas com deficiência: 8h20
Feminino Elite A/B: 8h40
Masculino Elite A/B: 9h
Pelotão C (masc/fem): 9h
Geral (masc/fem): 9h

São Silvestre terá destaques de nove países, inclusive os campeões de 2017

A 94ª Corrida Internacional de São Silvestre promete ser uma das mais disputadas na categoria Elite. Eles disputarão uma premiação que vai de R$ 3,5 mil a R$ 92,5 mil. Além do Brasil, serão oito países estrangeiros com representantes, todos com excelentes resultados. Bahrein, Etiópia, Quênia, Uganda, Tanzânia, Argentina, Equador e Bolívia estarão brigando pelo topo do pódio no dia 31 de dezembro, no encerramento do ano esportivo. A prova percorrerá 15 quilômetros por ruas e avenidas de São Paulo, com largada às 8h20.
Depois de confirmar o bicampeã Dawitt Admasu e Sintayehu Hailemicheal, vice no ano passado, os organizadores divulgaram outras atrações do exterior, com cerca de 30 corredores de fora. No masculino, estarão na prova os quenianos, Paul Kipkemboi, campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro 2018, Nicholas Kieter, segundo na Volta Internacional da Pampulha deste ano, e Edwin Rotich, segundo colocado na Meia de Madrid (2017), e o etíope Mosinet Bayih, vice na Maratona de Chicago e campeão da Meia de Buenos Aires, entre outros.
Já no feminino, estarão participando a queniana Esther Kakuri, campeã da Meia do Rio e da Meia Maratona de Buenos Aires, ambas em 2018, e a etíope Birtukan Alemu, campeã da Flushing Meadowns Queens 10K, neste ano nos Estados Unidos, prontas para manter a hegemonia estrangeira no feminino.
Os cinco primeiros colocados nas provas masculina de 2017 foram Dawitt Admasu (Etiópia, com o tempo de 44min15seg), Belay Bezabh (Etiópia, 44min43seg), Edwin Kipsang (Quênia, 44min43seg), Birhanu Balew (Bahrain, 45min06seg) e Paulo Lonyangata (Quênia, 45min28seg). Na feminina, foram Flomena Daniel (Quênia, 50min18seg), Sintayehu Hailemicheal (Etiópia, 50min55seg), Birhane Dibaba (Etiópia, 50min57seg), Ymer Wude (Etiópia, 51min35seg) e Paskalia Chepkorir (Quênia, 51min55seg).

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