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Assembleia vota requerimento que pede explicações sobre mancha no Rio Tietê

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Foi apresentado, na última sexta-feira, requerimento de informações, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que cobra explicações da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) sobre a presença de bactéria tóxica no Rio Tietê entre os municípios de Pereira Barreto, Barbosa e Sabino.

O pedido é de autoria do deputado estadual Sebastião Santos (PRB), de Barretos. No documento, ele diz que tomou conhecimento, por meio de matérias jornalísticas, que a estatal colheu amostra de água no rio a fim de averiguar a existência de bactéria tóxixa nas imediações dos três municípios.

O parlamentar quer saber, então, qual o posicionamento da companhia sobre o assunto, medidas que serão tomadas para a solução do problema e a apresentação de laudo técnico.

“O presente (requerimento) se dá pelo fato deste parlamentar estar recebendo diversos questionamentos e pedidos de informação a respeito do resultado de amostras da água coletada no Rio Tietê”, diz ele, na propositura.

Ainda no texto, ele destaca que, segundo informações, foi detectada uma bactéria extremamente tóxica, mas, sobre o suposto fato, não teria sido divulgado nenhum documento que comprove sua veracidade.

Ele finaliza, dizendo que os frequentadores das prainhas de Pereira Barreto, Barbosa e Sabino estão expostos a sofrer dano à saúde com esta situação.

COLORAÇÃO

Conforme matéria publicada por O LIBERAL REGIONAL no último dia 11, comunidades com acesso ao Tietê têm reclamado da presença de vegetação e da coloração verde na água, que estaria ainda com aspecto oleoso e cheiro ruim. O problema começou em Arealva, próximo a Bauru, e atingiu outras cidades, como Sabino, Barbosa e Pereira Barreto. Em Pereira Barreto, aliás, a Cetesb recomendou que os banhistas evitassem contato com a água.

Em Sabino e Barbosa, onde o fenômeno foi constatado no final de novembro, pescadores relataram a presença de algas e a coloração verde. Eles chegaram a apontar a morte de peixes. Por isso, passaram a evitar o contato com a água e tampouco e consumo de peixes pescados nas áreas de excesso de alga.

 

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