AraçatubaCidades

Após atraso, Complexo de Polícia Judiciária será inaugurado amanhã

VITOR MORETTI – ARAÇATUBA

Depois de um ano e oito meses de atraso e uma reforma envolvida em polêmicas e erros de cálculos, o prédio da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Araçatuba será inaugurado nesta segunda-feira (10). Os últimos ajustes foram feitos neste fim de semana.

A inauguração está marcada para acontecer às 10h e além de autoridades locais, também vai contar com a presença da imprensa, funcionários da Polícia Civil e do secretário de Estado da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho.

Logo na entrada, a arquitetura moderna chama a atenção e dá a sensação de imponência. Coqueiros foram plantados e uma grande placa informa à população quais serviços serão prestados no local. O completo de Polícia Judiciária vai abrigar a Central de Flagrantes, os quatro distritos policiais, a Delegacia de Defesa da Mulher, a Delegacia de Investigações Gerais, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes e o Núcleo Especial Criminal.

A entrada principal está localizada na rua José Pedro dos Santos, no bairro Higienópolis. Ali, funcionava o antigo plantão policial. A construção, da década de 1950, foi aproveitada e reformada. Logo atrás, um novo prédio teve que ser construído para expandir e abrir todos os setores da CPJ. No total, toda a construção terá 2.991,27 m².

POLÊMICAS

Durante o período de reformas, uma construção marcada por atrasos e polêmicas. O início dos trabalhos foi em abril de 2016. A previsão era de que tudo ficasse pronto um ano depois, mas isso não aconteceu, conforme noticiado no jornal O LIBERAL REGIONAL.

A demora teria ocorrido por erros técnicos nos cálculos estruturais do projeto realizados pela empresa SBR-11, com sede em São Paulo. Os problemas só foram descobertos quando a construtora, que executa diretamente os serviços de levantamento estrutural e reforma, percebeu que os números não batiam.

A estrutura da cobertura da garagem, por exemplo, não suportaria a passagem de uma ventania e os ferros iriam entortar. O local de armazenagem da caixa d’ agua foi calculada de maneira errônea e poderia até mesmo desabar, caso viesse a ser construída como foi indicada primeiramente. Os pilares de sustentação também apresentaram erros. Por esse motivo, todo o projeto foi refeito.

Após a constatação das falhas, a CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços), empresa de economia mista que presta serviços de engenharia a diversas entidades do Estado, tanto da administração direta quanto da indireta, analisou os questionamentos apontados, constatou os problemas e passou a questão a um corpo técnico. A partir de então, a empresa acompanhou todo o processo de conclusão do projeto e início das obras.

Além dos erros percebidos, outros imprevistos aconteceram ao longo do período de construção por causa da natureza. Em 2017, ao ser escavado ao redor do prédio, foi constatado que os estragos subterrâneos provocados por infiltrações de águas das chuvas eram bem maiores do que se previa.

Segundo o delegado assistente da Delegacia Seccional de Araçatuba, Marcelo Curi, o valor inicial estimado da obra, R$ 6.483.298,87, permaneceu igual, mesmo com todos os erros e atrasos ao longo da reforma. De acordo com o delegado, diante dos imprevistos, materiais mais baratos e com a mesma qualidade que os anteriores foram substituídos, para assim, haver um equilíbrio no orçamento.

“Nós tivemos que diminuir alguns materiais, por exemplo, a grade do prédio antigamente seria de ferro maciço. Nós a substituímos pelo eletrosoldado, que atende à mesma finalidade e deixa a construção bonita. O calçamento, no começo, seria de mosaico português, agora é de concreto. Foram nessas pequenas alterações que a gente conseguiu manter o valor inicial da obra, sem gasto adicional nenhum”.

Comment here