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Sociedade Brasileira de Diabetes promove ato de conscientização e prevenção

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Neste sábado, dia 17, acontecerá um trabalho de prevenção e orientação sobre o diabetes. A ação vai ocorrer no Muffato, das 10h às 13h, e envolve médicos endocrinologistas da Sociedade Brasileira de Endrocrinologia e Metabologia e da Sociedade Brasileira de Diabetes, com a parceria da Associação do Diabetes Juvenil de Birigui.

A equipe médica, reforçada por nutricionistas e alunos da UNIP e do Unisalesiano, irá calcular o risco de diabetes, realizar teste de glicemia, aferir a pressão arterial, índice de massa corporal, além de fazer orientação nutricional para as pessoas interessadas. Os trabalhos serão coordenados pelo médico endocrinologista Antônio Fontanelli, que é representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia em Araçatuba.

A ação acontece na semana em que se comemora o Dia do Mundial do Diabetes, que foi ontem, dia 14.

DIABETES ATINGE 8% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Segundo o endocrinologista araçatubense Antônio Fontanelli, o diabetes atinge hoje cerca de 8% da população mundial. “No Brasil a incidência do diabetes é em torno disso aí também (8%), e é uma doença que vai crescendo ao longo dos anos, quanto mais velho maior a chance de ter diabetes. Entre as pessoas com 60 ou 70 anos o índice de diabéticos sobre para 18%”, explicou o médico.

Segundo o Dr. Fontanelli, o peso é um fator de risco para o surgimento da doença. “O diabetes está muito ligado ao peso, ao sedentarismo e aos erros alimentares. É uma doença que cresce muito por conta destes erros que são fáceis de serem corrigidos”, afirmou o endocrinologista, que ainda explica que a maior parte dos pacientes diabéticos não possuem sintomas aparentes, apenas aquelas pessoas que já estão com a doença a mais tempo é que apresentam sinais. “Neste caso a pessoa começa a urinar muito e perder glicose, nisso ela tem desidratação e começa a ter muita fome e muita sede”, disse.

Pelo fato de ser uma doença que demora para mostrar seus sintomas, o Dr. Fontanelli explica que é importante realizar exames e testes periódicos para saber se a pessoa é ou não diabética. “Se você tem acima de 45 anos, se você é sedentário, se não come frutas, se não tem uma qualidade de vida muito boa, você tem um risco maior de ter esta doença”, dá a dica o médico, que também afirma que metade das pessoas diabéticas não sabem que possuem a patologia. “Quando fazemos o diagnóstico, geralmente a pessoa já tem o diabetes há mais de 10 ou 20 anos”, afirmou.

Segundo Fontanelli, os pacientes pré-diabéticos, que possuem a tendência maior para a doença, são os mais fáceis de diagnosticar e realizar o tratamento. “É bem simples, é só diminuir alimentos gordurosos, principalmente com gordura saturada; fazer uma atividade física; e perder 5 ou 10% do peso, quem fizer isso tem uma chance muito menor de ter diabetes no futuro”, completou o médico.

RISCO DE DESENVOLVER A DOENÇA

O médico especialista falou, também, sobre a realização do Findrisk, que tem por objetivo mensurar o risco que a pessoa tem de desenvolver a diabetes nos próximos 10 anos. A ficha publicacada abaixo dseve ser preenchida corretamente. Com o resultado, é possível saber se a pessoa tem risco de desenvolver a doença.

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