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COVAS NETO DEFENDE QUE SUPLENTE DEVE SER CANDIDATO DERROTADO

Em visita aos estúdios da Rádio Clube FM 96,3, ontem de manhã, o pré-candidato ao Senado Mário Covas Neto (Podemos) defendeu uma mudança no sistema para sucessão dos senadores que, eventualmente, precisem deixar o cargo. Para ele, o candidato imediatamente mais votado nas eleições deveria ocupar a cadeira do parlamentar ausente.

Para o pré-candidato, essa mudança faria com que o ocupante do cargo pensasse duas vezes antes de deixa-lo para assumir uma outra função, provisória ou não. “A nossa proposta de cara é que o suplente seja o próximo colocado na eleição, de forma que, se o titular sair, o seu suplente será o seu principal adversário no processo eleitoral. Neste caso, ele chegaria lá com uma noção clara da representatividade que tem ali naquele cargo. Para a população acho que é uma segurança maior da real dimensão da importância e da relevância do senador”, explicou Covas Neto, que tem Ricardo Calvet e Raul Abreu definidos como seus suplentes.

PESQUISAS
As últimas pesquisas apontam o nome de Covas Neto como o terceiro mais lembrado pelo eleitorado paulista na corrida ao Senado, atrás dos pré-candidatos Eduardo Suplicy (PT) e Marta Suplicy (MDB). O apresentador de TV, José Luís Datena, que chegou a anunciar sua pré-candidatura pelo DEM, aparecia à sua frente também, mas acabou desistindo da disputa.

Para Covas Neto, é indiferente a presença ou não de Datena no pleito para o sucesso de sua campanha. “Eu não posso escolher meus adversários, o Datena tem os seus fãs por ser comunicador e por estar ligado à área da segurança pública pelo tipo de programa que faz. Mas o meu mote político é outro, então, se ele estiver ou não, tudo bem. Nenhuma eleição se define ainda na pré-campanha, outros nomes famosos chegaram a se candidatar ao Senado, como Oscar Schmidt (ex-jogador de basquete, em 1998) e Netinho de Paula (cantor, 2010). Começaram bem e não se sustentaram”, disse.

Ele também lembrou que, nas pesquisas eleitorais, muitos dos entrevistados ainda demonstram indecisão e outros escolhem apenas um candidato ao Senado, sendo que, nas eleições de 2018, serão escolhidos dois candidatos. “Eventualmente, alguém que em tese é segunda opção para o senado, pode acabar sendo o mais votado”, comentou.
Covas Neto aposta no tempo maior dentro do horário eleitoral que terá por causa da coligação do Podemos com o partido do atual governador Márcio França, o PSB. “Acredito que nossa campanha pode crescer com o tempo no rádio e na TV que teremos, acho que nossa condição de vitória é bastante concreta”, disse o postulante, que é filho do ex-governador Mário Covas, que esteve à frente do Executivo estadual entre 1995 e 2001.

Covas Neto é vereador em São Paulo e está atualmente em seu segundo mandato. Antes disso, coordenou as campanhas de seu pai para o Senado em 1986, à Presidência da República em 1989 e o Governo do Estado em 1994 e 98. E trabalhou também para a campanha do sobrinho Bruno Covas (PSDB), atual prefeito de São Paulo, para a Câmara dos Deputados em 2006.

PSDB
O pré-candidato do Podemos deixou o PSDB no início de março após 29 anos. Ele disse que se decepcionou com os rumos do partido e criticou a escolha de João Dória como candidato ao governo do Estado. “Vivi desde a fundação do PSDB, vivi todo o processo de criação. O partido tinha uma sintonia popular, tanto que, em pouco tempo, conquistou a Presidência da República e o Governo do Estado. Acho que o fato de estar no poder há muito tempo acaba atraindo pessoas que estão mais interessadas no poder do que no processo político. O PSDB passou a ser tolerante com algumas coisas que ele não era antes. A vitória do João Dória nas previas foi o que me fez perceber que este caminho ruim que o partido tomou não tinha mais volta”, disse.

Ele ainda criticou a saída de Dória da Prefeitura de São Paulo para a disputa do governo estadual, fato que tornou seu sobrinho, Bruno Covas, prefeito da Capital. Covas Neto também criticou o senador tucano Aécio Neves (MG) e afirmou que ele tratou o PSDB como se fosse dono da sigla. “O Aécio Neves, independentemente da lambança que ele fez com dinheiro e outras coisas, já tomava as decisões partidárias sem ouvir sequer a sua executiva”, completou.

Diego Fernandes

 

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