Compartilhe esta notícia!

A Pandemia de Coronavírus e o que estamos aprendendo com ela
por Ygor Andrade
A Pandemia causada pela proliferação da Covid-19 afetou todos os municípios, seus investimentos e projetos. Mas isso não é uma exclusividade das cidades, empresas como a Rede Globo de Televisão também foram a afetadas, tanto é verdade que, recentemente a empresa, mundialmente conhecida pela produção de conteúdo de entretenimento, como novelas e, no Brasil, responsável direta pela distribuição de conteúdo esportivo, principalmente o futebol, anunciou que não vai mais exibir a Copa Libertadores da América.
Isso mesmo. A Globo não será mais responsável por transmitir os jogos das equipes brasileiras na competição e, essa baixa para o torcedor brasileiro, se deve justamente a crise causada pelo Coronavírus. Pagando cerca de 65 milhões de dólares por ano à Conmebol, entidade que rege o futebol na América Latina, a emissora decidiu que não fará mais parte desse grupo, causando um prejuízo de 1/5 da arrecadação da entidade sul-americana. É meio difícil acreditar que a Globo esteja preocupada em pagar uma quantia de mais ou menos 350 milhões de reais (com o Dólar chegando a pouco mais de R$5,30), para continuar exibindo as partidas, já que é a empresa televisiva que mais fatura no país.

PLANEJAMENTO NECESSÁRIO
Mas, onde é que isso se aplica às necessidades do cidadão castilhense e do seu dia a dia? Diretamente, em situação alguma, no entanto, se uma analise for feita de maneira mais abrangente, podemos perceber que a cidade, mesmo com tantas dificuldades e, sem ao menos acesso à 1% do patrimônio financeiro de uma empresa como a Globo, continua investindo em infraestrutura (com a reforma de praças, praças esportivas, ampliação do Campo Santo), Saúde (investindo em uma ala inteira para tratamento a pacientes que contraíram a Covid-19), Educação (mantendo mais de 90% dos alunos da rede pública estudando em casa de maneira remota) e aumentando o alcance do nome de Castilho em relação às outras cidades da região, fazendo com que o turismo local, mesmo em período tão difícil, continue entre as primeiras opções na pesca, por exemplo.
E o que a Pandemia tem nos ensinado? Planejamento. Exatamente.Planejamento.
Os investimentos feitos pela própria cidade, mantendo projetos e programas na cidade que, em outros lugares tiveram de diminuição à cortes, ou mesmo investimentos de empresários que enxergaram na atual Administração segurança para colocar dinheiro aqui, fazendo com que, a longo prazo todos saiam ganhando, faz com que a Castilho “saia na frente” das demais cidades, ignorando Andradina, claro, que tem investimentos na casa dos 500 milhões de reais.

ORGANIZAÇÃO É FUNDAMENTAL
Sair na frente, não necessariamente, diz respeito a imediatismo; e isso precisa ser trabalhado na cabeça do cidadão, para que ele entenda que as coisas demandam tempo, dinheiro e projetos bem elaborados.
E, falando em projetos bem elaborados, a cidade iniciou recentemente a construção de duas obras de grande importância. A primeira delas, é a rampa de acesso ao rio no Bairro Urubupungá, em que a maioria dos moradores vive e sobrevive da pesca. No local também será estruturada um pequeno Balneário, aumentando em mais um ponto as opções de turismo. Reivindicação antiga dos moradores, a construção dessa rampa demorou a receber as autorizações e liberações ambientais da CETESB e da detentora dos direitos de exploração do Rio Paraná, a multinacional CTG. Essa “briga”, fez com que, somente agora esse sonho pudesse se concretizar e, com prazo máximo de 90 dias, se tornar uma realidade utilizada não somente pelos moradores do local, mas também por seus visitantes.

OBRA NECESSÁRIA
A outra obra, essa já gerou algumas discussões, é a ampliação do Campo Santo São José. E o fato de, justamente ser uma ampliação, fez com que alguns questionamentos fossem feitos, por exemplo: Por que não a construção de um novo cemitério em outra área? O Engenheiro da Prefeitura, Willian Calestini deu entrevista a um jornal local (JPN) e explicou que, esse tipo de obra (ampliação) tem exigências menos complicadas.
A Administração da prefeita Fátima Nascimento não fez mais do que aproveitar uma área, já pertencente à cidade, para quase que literalmente desafogar o espaço ocupado pelo cemitério local. Quanto ao Bosque do “Seo Nelson”, ao qual muitas pessoas imaginaram ser destruído com essa obra, será mantido no mesmo local. Outra informação passada pela Administração por meio do Chefe Técnico da Engenharia; a capacidade máxima desse novo espaço foi reduzida justamente para preservar as árvores plantadas e cuidadas com tanto carinho pelo morador do Conjunto Alípio.

RECREAÇÃO E LAZER
Quanto ao argumento de que o local foi reservado para praças e áreas de lazer, a Administração já se antecipou a isso e tem feito reformas em pontos estratégicos para manter e aumentar o lazer do Castilhense. Prova disso é que, na sexta-feira (07), o Campo Sintético foi reinaugurado em uma partida amistosa, seguindo as regras de distanciamento social, entre Castilho e Andradina. E, neste domingo, às 14h, a Pista de Skate recém revitalizada será reinaugurada com a presença de atletas castilhenses em solenidade, também respeitando as regras de combate à Covid-19.
Para finalizar, o Ginásio Municipal de Esportes também passará por reformas, a primeira geral de sua história. Isso trará novo piso, nova iluminação – que deve seguir um padrão sendo que serão colocados LEDS, como na quadra poliesportiva do bairro Nova Iorque, além de banheiros melhorados, acessos reestruturados e tudo que o esporte castilhense precisa para voltar aos tempos em que o nome da cidade tinha peso nas competições esportivas.
Enfim, o que a Pandemia nos ensina? A meu ver, organização, investimento e conhecimento para planejar.

A6 cASTILHO EM CENA


Compartilhe esta notícia!