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Com investimentos e empregos, Castilho precisa exercitar o dom da espera
Por Ygor Andrade
Se faltam empregos reclamamos. Se faltam investimentos, manutenções, reclamamos. Se faltam recursos para que a cidade ganhe fôlego financeiro e invista na Educação, Saúde, lazer, reclamamos; e com razão. Mas, o que mais intriga este colunista, é que também reclamamos quando tudo isso, todos esses investimentos e geração de empregos acontecem.
Recentemente, nas redes sociais (facebook), algumas pessoas começaram a especular quem seriam os verdadeiros donos do hotel, ou da fábrica de pó de borrachas de pneus, ou mesmo de urnas funerárias – empreendimentos que, por baixo, devem gerar mais de 350 novos empregos. Levando em consideração que, o hotel, segundo informações, precisará de mais de 150 funcionários (divididos em turnos), a fábrica de urnas funerárias, 130 empregos somente para mulheres e mais 40 empregos para homens, e a fábrica de pó de borrachas de pneus, mais 40 empregos.

ANO POLÍTICO
Engraçado que, nesta mesma semana (na verdade, em várias outras também), outros questionaram, também, o porquê das “obras serem divulgadas, ou mesmo, serem realizadas, somente em ano político”. Essa questão de “ano político”, nós não vamos discutir aqui, até por que, ano político não existe, política é feita todos os dias em que uma gestão comanda uma cidade. O que existe é ano eleitoral, completamente diferente; mas isso é assunto para outro dia. Mas é preciso saber esperar, como já diz o velho ditado: “Quem espera, sempre alcança”.
Pois bem, o fato de obras e anúncios da chegada de empresas acontecerem muito depois é quase automaticamente explicado quando se percebe o quão difícil é conseguir emendas/verbas/investimento para as obras, e ainda mais, conquistar a confiança de empresários para que invistam na cidade. Castilho já perdeu algumas grandes empresas justamente porque Administrações anteriores não souberam cativar os investidores. Hoje, vive uma realidade completamente diferente. Hoje Castilho conta com investidores, de fora da cidade, é verdade, que conseguiram enxergar potencial em uma cidade com pretensões turísticas e que vai ser “bombardeada” com investimentos feitos em cidades vizinhas.

TEMPO NECESSÁRIO
Veja bem, como dito no início desta coluna, reclamamos quando faltam algumas coisas e, falando especialmente sobre emprego, quando eles aparecem, conseguimos reclamar questionando quem são os empreendedores, de onde vieram, quais seus reais interesses…e queremos sempre tudo para o dia seguinte, não conseguindo enxergar o quanto a cidade pode crescer a médio e longo prazo. É preciso paciência e continuidade no trabalho. Talvez o leitor veja essa última parte deste parágrafo como um pedido de voto, não é isso, mas, analise, se pararmos para pensar em um técnico de futebol, com milhões e milhões em investimentos e que no início do seu trabalho é questionado por não atingir os resultados que a torcida e a diretoria esperam, se trocarmos esse técnico por outro enquanto a equipe passa por um processo de adaptação e está sendo ajustada para jogar suas partidas de acordo com o que pensa seu treinador, teremos um efeito retardado, ou seja, o novo treinador – neste caso, leia gestor, terá que passar, também, por um processo de aplicação de seu sistema tático e fazer com que os jogadores – neste momento leia Máquina Pública, entendam como devem ser feitas as coisas. Deu para entender? É nesse ponto que podemos analisar e ver que, gestões pensam diferente de outras gestões, mas no caso das Administrações públicas, projetos que não foram terminados em um mandato, devem ser terminados por seu sucessor e isso pode atrasar o planejamento, fazendo com que, algumas obras, alguns planejamentos atrasem, ou mesmo nem aconteçam devido justamente ao tempo e ao ano eleitoral que impõe algumas restrições e assim por diante.

MUDANÇA DE ESTILO
Talvez por isso o cidadão castilhense esteja desacostumado a ver as coisas acontecendo, já que, por anos, foi administrada sempre pelas mesmas pessoas e, quando muito, em diversos aspectos, mal administrada. Talvez essa falta de costume em ver empregos sendo gerados, ainda mais em época de Pandemia, seja só mais um sinal de que, talvez seja necessário manter o trabalho “do treinador para que o time continue jogando bem”. Afinal de contas, em time que está ganhando, não se mexe.

a6 galpões


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