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ARNON GOMES – MIRANDÓPOLIS

Uma dívida superior a R$ 200 mil de gestões passadas em contas de luz, no imóvel onde anteriormente funcionava o Banco do Brasil, está emperrando a transferência de sede da Prefeitura de Mirandópolis.
Segundo o prefeito Everton Sodário (PSL), a mudança não foi feita porque, quando solicitada a ligação do sistema de energia elétrica, foi constatado o débito. “Então, precisamos assinar uma confissão de dívida e uma renegociação do pagamento desse montante para que conseguíssemos a ligação”, explica. “A previsão é que se ligue nesta semana e acreditamos que, até a próxima semana, façamos esta mudança.”
O chefe do Executivo municipal ressaltou que o pagamento será parcelado, mas sem precisar ainda o número de prestações. Entretanto, antes, o poder público precisar dar uma entrada de 25% desse valor.
Conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou há duas semanas, a cidade que, somente neste ano, chegou ao seu terceiro prefeito, chegará também à sua terceira sede administrativa. O novo local será a antiga sede do BB, localizada na esquina da rua Nove de Julho com a Nações Unidas, no Centro.
Segundo Sodário, o município pagará R$ 5 mil mensais de aluguel ao atual proprietário do imóvel. Na negociação, o poder público conseguiu carência de dois meses. Com isso, os pagamentos começarão a ser feitos em janeiro.
Empossado no cargo no início deste mês, após vencer eleição suplementar, Sodário havia estabelecido a mudança de endereço administrativo como uma das prioridades iniciais.
SITUAÇÃO
Hoje, a Prefeitura atende, provisoriamente, no ginásio municipal de esportes. O poder público passou a funcionar na praça esportiva pouco após o início do governo interino do presidente da Câmara, Carlos Ortega (MDB). Em junho, o emedebista havia assumido o Executivo de forma interina, até a realização da nova eleição, em virtude da cassação da prefeita Regina Mustafa (PV) e do vice José Antônio Rodrigues (PSD).
Na ocasião, Ortega decidiu pela transferência, da antiga sede, junto ao terminal rodoviário local, para o ginásio. Ele tinha em mãos, à época, laudo que apontava situação de risco da sede do Executivo. A sede oficial permanece interditada. “Hoje, infelizmente, estamos no ginásio de esporte, com as salas atendendo debaixo das arquibancadas. É um desrespeito à população”, criticou Sodário, ao falar com o LIBERAL, há duas semanas.
CONTENÇÃO
Para o primeiro mês de gestão, o Executivo baixou um decreto de contenção de despesas. Conforme o documento, a medida considera “a obrigação contínua de planejar, acompanhar e avaliar as ações do Poder Executivo no tocante à gestão orçamentária, financeira e administrativa”.
O documento obriga a racionalização do uso de linhas telefônicas, energia elétrica e materiais de consumo, a realização de triagem para adiantamentos a servidores por serviços fora da cidade, controle rigoroso no uso da frota municipal, aquisição de mercadorias em quantidades necessárias à utilização diária e o parcelamento de serviços de manutenção de veículos quando os valores superarem R$ 5 mil.


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