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Ilha Solteira sofre com alta temperatura e tempestade

Da redação – ILHA SOLTEIRA

Nos últimos dias Ilha Solteira, a exemplo de outras cidades da região Noroeste de São Paulo e Costa Leste de Mato Grosso do Sul, sofreu com altas temperaturas, superando 41 graus. Na tarde de sexta-feira, ventos fortes foram registrados, causando transtorno à população pela queda de árvores, folhas e fios elétricos de baixa e alta tensão da Elektro, com interrupção do fornecimento de água para a cidade e ainda do trânsito. O pico da velocidade do vento chegou a 32,3 km/h, de acordo com a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da Unes.
O volume de chuva não foi expressivo, apenas 2,3 milímetros. Porém com o vento produzindo maiores danos na Zona Sul da da cidade. Para o professor doutor Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp foi um evento caracterizado como de chuvas convectivas, que “acontece depois de um dia muito quente, quando há abaixamento brusco da temperatura, aumento da umidade relativa do ar e da velocidade do vento, mas é necessários que o vento mude constantemente de direção, criando as condições para que haja normalmente uma chuva intensa, mas de pouco volume”. Na sexta-feira, de acordo com o Canal Clima da Unesp, após a temperatura atingir 39,7ºC, em 10 minutos caiu 8ºC, a umidade relativa aumentou 30% e a velocidade do vento acelerou em várias direções, exigindo em Ilha Solteira, pronta ação da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil nas ruas da cidade e interdição de alguns pontos. Pereira Barreto, no entanto registrou maiores velocidades do vento, chegando à 48 km/h.

CHUVA
Na agricultura se considera dia de chuva quando se tem um volume diário superior a 10 mm e assim, o quadro de déficit hídrico causado pelo elevado número de dias sem chuva não deve mudar para a maioria dos municípios que estão entre 20 (Pereira Barreto) e 45 dias sem chuva, como é o caso de Ilha Solteira e Marinópolis, por exemplo, de acordo com o Canal Clima da Unsp. Contudo, alguns municípios chegaram a registrar até 35 mm, como foi o caso de Santo Antonio de Aracanguá, “esta situação é própria destas chuvas convectivas, que os mais velhos à chuva de chuva de “manga”, quando há uma grande variação entre os volumes registrados em locais próximos, como foi o caso do Distrito de Vicentinópolis, quando o volume de chuva variou entre 12 e 35 mm, justificando no campo, que cada produtor de Alimento tenha em sua propriedade um pluviômetro para auxilio na tomada de decisão relativa aos seus cultivos”.

TEMPERATURA
Nesse mês, Ilha Solteira registrou calor acima dos 40º C pela sexta vez. A sequência começou no último dia 10, quando a temperatura chegou a máxima de 40,6º C. Depois, foram mais dois dias de intenso calor, 41,6 º C (a mais alta do ano) no dia 11 e 40,8º C no dia 12. Três dias depois, no dia 15, o calor chegou a 40,4º C. Mais um intervalo de três dias e, na terça-feira (17), a temperatura chegou a 40,2º C. Na quinta-feira (19), Ilha Solteira voltou a registrar, pela sexta vez no mês, calor acima dos 40º C. De acordo com a Área de Hidráulica e Irrigação, que monitora o clima na cidade e região, às 14h18 a temperatura chegou a 41,2º C. Essa é a segunda maior temperatura registrada em Ilha Solteira este ano, só perdendo para os 41,6º C do último dia 11.

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