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Saúde de Castilho continua com ações para sucatear frota

DA REDAÇÃO – CASTILHO

No início de outubro do ano passado, a redação de O LIBERAL REGIONAL recebeu denúncia de ações para sucatear a frota da Secretaria da Saúde de Castilho, que tem à frente Janini Nascimento, filha da prefeita Fátima Nascimento. A denúncia era de que o sucateamento tinha como objetivo terceirizar os serviços. Na época, a prestadora de serviços era uma empresa sem registro na Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo). Ou seja, estava irregular. No início de novembro, o Ministério Público em Andradina instaurou inquérito para apurar as denúncias. O procedimento ainda não foi concluído. Esta semana a reportagem esteve em Andradina, onde dois veículos da saúde de Castilho estavam em uma oficina na região periférica da cidade, na rua. Um dos veículos, segundo vizinhos, está no local desde o ano passado.
Durante a apuração da denúncia no ano passado, a reportagem encontrou vans que estavam há muito tempo em uma oficina em Araçatuba. Outras já tinham sido levadas para Castilho e estavam no pátio do Ciec (Centro Integrado de Educação Cultura), com peças desmontadas. Posteriormente, junto com outros veículos da municipalidade, as vans foram levadas para o barracão do Laboratório de Hidraúlica da Cesp, próximo a um condomínio. O local tinha buracos no alambrado e era de fácil acesso para possíveis ações de vândalos para sucatear os veículos. A vulnerabilidade do local foi motivo de reportagem de O LIBERAL REGIONAL e da SRCTV em novembro.
Mesmo com as denúncias feitas pela imprensa e o inquérito conduzido pela promotora Regislaine Topassi, as ações de descaso com a frota continuaram. Devido à falta de veículo, foi contratada empresa para transporte de pacientes ao custo de R$ 2,70 por quilômetro rodado. Atualmente, a empresa faz duas viagens diárias para cidades da região. Motoristas da saúde ouvidos pela reportagem, mas que preferem ficar no anonimato para evitar represálias da secretária Janini Nascimento e de sua mãe, Fátima Nascimento, o que se gasta com empresa terceirizada daria para comprar um veículo a cada dois meses.
Na reportagem de outubro do ano passado, o LIBERAL REGIONAL mostrou também diferenças de quilometragens em viagens para a mesma cidade. Agora, no portal da transparência, não há mais informação sobre o percurso feito pelo veículo, apenas o total de quilômetro percorrido. ” Serviço de transporte de pacientes- 3000 Km. R$ 2,70 O KM/ Valor total R$ 8.000,00″, diz o empenho. De acordo com o portal da transparência, nos dois primeiros meses do ano houve empenho de R$ 59.994,00.
Veículo abandonado na rua foi doado pelo governo do estado

Ambulâncias de Castilho em Andradina (5).jpg

Quem passa pela Rua José Bonifácio, no Bairro Benfica, em Araçatuba, se surpreende com um veículo da Prefeitura de Castilho, há muito tempo, na rua, em frente à oficina. Os pneus já estão vazios e o mato cresceu sob a van. Trata-se de uma Fiat Ducato, ano 2013, placa DJM 7350. A reportagem apurou que o veículo foi levado com problema no motor. Mas até hoje está lá, sem decisão quanto ao que fazer.
No dia em que a reportagem foi apurar as denúncias recebidas, na mesma oficina e também na rua, sobre cavalete, estava uma Renault Master, placa FCO 4838, ano 2014. Segundo foi apurado, no dia seguinte o veículo foi usado em viagem.
Quanto à van Fiat Ducato, mostra bem o descaso com o patrimônio. O veículo foi cedido pelo governo do estado em 2013. Foi licenciado em abril de 2018. O governo estadual deu baixa em seu patrimônio em julho de 2018. Ou seja, emitiu documento para a Prefeitura de Castilho fazer a transferência para o seu nome. Mas a documentação não foi feita. Para complicar ainda mais a situação, a placa dianteira foi extraviada. Sem o documento do veículo, não tem como pedir a placa. O veículo chegou a ser multado por essa irregularidade.
Desde o ano passado, conforme foi apurado, a van usada para transporte de passageiro está parada. No entanto, não é possível precisar a data, já que o portal da transparência não tem informações detalhadas.
Enquanto o carro fica na sua, exposto a vandalismo e até mesmo extravio de peças, como tacógrafo, que tem valor elevado, o município gasta com empresa terceirizada.

A7 Ambulância Castilho  (7).JPG

 

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