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PONTO DE VISTA

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Reeleição do IPTU

Uma das coisas mais descabidas dos últimos tempos na minha concepção de articulista deste jornal, e também como eleitor, seria com toda certeza a coragem de um candidato tentar a reeleição após quatro anos de mandato pífio e cujos feitos de maior notoriedade foi ter a Polícia Federal em seu encalço. Contudo, pior que um político que não se enxerga, e que tem contra si a história recente, são seus eleitores. Sim amigos, existe gente que ainda vota em políticos que acabaram de se mostrar incompetentes!
Daí vem a pergunta: “Mas quem, em sã consciência, votaria num candidato que só pensou em três coisas nos últimos quatro anos: Aumentar Impostos, Fazer Dívidas e Beneficiar Comissionados?”
Para responder essa pergunta, devemos primeiramente separa o joio do trigo. Sim leitores, existe dois tipos de pessoas nessa história maquiavélica. O joio, o qual foi plantado pelo próprio diabo, são as pessoas que sabem quão perniciosa e malévola é a administração atual, mas ainda sim, por terem vendido suas almas, continuam a votar nesses políticos corruptos que aí estão, em troca de dinheiro fácil que lhes chega via o sistema como é.
Existe ainda o trigo, o qual são as pessoas de bem, porém, por serem humildes trabalhadores que não conseguem acompanhar o dia a dia da sociedade, justamente por estarem produzindo a riqueza que sustenta a classe política deste país, acabam facilmente sendo enganadas por grandes equipes de marketing especializadas em ludibriar o povo.
E aqui é que devemos entender qual o papel das pessoas esclarecidas, que querem o bem de todos, dentro da sociedade em que vivemos. Esses dias a nossa querida Luly, pessoa maravilhosa que trabalha em casa, me perguntou se eu poderia recomendar alguém para o marido dela votar. Perguntei no mesmo momento sobre o voto dela em si, a qual de pronto me respondeu que não havia transferido seu título de eleitor de Maceió para Araçatuba uma vez que eu não havia saído candidato.
Por mais que meu ego tenha se inflado, e eu estaria mentindo se escrevesse aqui que não tive uma sensação de felicidade por ouvir aquilo, refutei-a sobre a necessidade de ela transferir seu título independentemente de qualquer coisa, uma vez que ela estava morando aqui, e agora ela também seria responsável pela escolha dos políticos que acabam por governar a vida de todos.
Não gosto da posição de externar meu voto, pois a gente acaba por empenhar nossa história de vida numa pessoa que tomará suas decisões sem se quer pensar na gente. De qualquer forma, comentei com ela qual seria minha opção, mas como sempre faço, disse que mais importante de se saber em quem votar, é se saber com certeza em quem não votar.
Prontamente comecei a explicar o que eu queria dizer. Expliquei para ela que o atual prefeito de nossa cidade tinha se elegido com uma plataforma que dizia que seu mandato teria um rígido controle de gestão de recursos. Como se fosse uma empresa privada, ele havia prometido que não entraria no jogo de conchavos políticos com a Câmara Municipal, comprando apoio de vereadores em troca de cargos comissionados.
Continuei explicando que diariamente eu acompanho as contas públicas e sei que este prefeito arrecadou até agora, 3 meses antes de acabar seu mandato, 340 milhões de reais a mais que os 4 anos de seu antecessor. Comentei ainda com ela que até o final do ano esse valor seria de mais de 400 milhões! Oras! “Para que então pegar empréstimos para endividar os cofres públicos e querer aumentar os impostos extorquindo ainda mais o povo?” – Perguntei, retoricamente, a ela.
Com os números apresentados de forma clara, como eu fiz para nossa querida Luly, todas as pessoas passam a entender questões simples da vida cotidiana, aplicadas ao sistema político de nossa cidade. A qual concluí com mais uma pergunta retórica: “Para que um prefeito com tanto dinheiro para investir vai querer tomar mais dinheiro do povo, fazer mais dívidas e, para se manter no poder sem ser investigado, comprar vereadores?”
Pois bem! Essa é a pergunta que fica para todos vocês leitores: “Vão continuar calados sem fazer campanha para que os maus não se reelejam?” A mudança está em nossas mãos e em nossa postura de alertarmos o povo!
Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste


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