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PONTO DE ENCONTRO

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Aos oitenta anos

O ano é dois mil e cinquenta e seis
Muitas dúvidas de como estarei
São milhares de quilômetros de estrada
Minhas pernas já estarão cansadas

Sentirei falta dos amigos
Daqueles que conviveram comigo
Da minha doce parceira?
Da família quando por inteira

O que será da primavera?
Fundamental para a biosfera
Os orvalhos de todas as primaveras
E as chuvas mesmo que severas?

O que será da humanidade?
Teremos vencido a maldade,
Ou devorado nossas virtudes
Pela covardia de nossas atitudes?

Arrepiam-me os sentimentos
Pela dúvida cruel que o mundo
De conchavos com o tempo
Planta em mim neste momento

Nesta viagem ao longo do tempo
Vejo glória e calvário de dor
Na imagem mais nítida e perfeita
Como as cores da mais bela flor

Não sei se lá chegarei
A dúvida é o cálice sagrado
De alguém que já nasce destinado
A morrer culpado ou coroado

Resta-me saber sem detença
O arbítrio de nossas escolhas
Brindaremos nossas memórias
Ou pereceremos envergonhados na história?

 

Fábio Ricardo Ambrósio
é advogado, empresário e poeta. Tem mestrado
em Direito Internacional Bancário e Financeiro


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