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A Justiça de Araçatuba começou a condenar os criminosos que participaram do assalto à Protege, empresa de transporte de valores, ocorrido em outubro de 2017. Um dos acusados foi condenado a 83 anos de prisão por diversos crimes. Três suspeitos ainda estão foragidos e procurados pela polícia.

O Ministério Público de Araçatuba ofereceu denúncia contra 18 investigados em 27 de agosto de 2018. Contra 15, pesam acusações de latrocínio consumado, dois latrocínios tentados, incêndio e explosão. Já os outros três, além de responderem pelo mesmo crime, também respondem por associação criminosa.

Atualmente, 13 acusados encontram-se presos. Três já tiveram a sentença proferida pela Justiça e outros dez ainda aguardam decisão, mas foram interrogados virtualmente, assim como arroladas as testemunhas. Os suspeitos Paulo César de Assis, Edson Vieira da Silva e Cléber Andrade de Oliveira estão foragidos e são procurados pela polícia.

83 ANOS DE PRISÃO

Conforme apurado pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, três presos já foram julgados. Roberto Bezerra dos Santos pegou cerca de 83 anos de reclusão, somadas todas as penas impostas pelos crimes praticados por ele.

Pelo latrocínio do policial civil André Luis Ferro da Silva, ele foi condenado a 30 anos de reclusão. Já pela tentativa de latrocínio de uma vítima que passava de carro e quase foi atingida por tiros na madrugada do assalto, o criminoso foi condenado a 19 anos, cinco meses e dez dias de prisão.

Ele também foi sentenciado a 19 anos, dois meses e 12 dias de reclusão pela tentativa de latrocínio contra 16 policiais militares que estavam na sede do CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior) na noite do crime. Pelo crime de incêndio, Santos pegou seis anos, dois meses e 29 dias de cadeia. Por fim, somam-se mais oito anos na pena total pelo crime de explosão.

OUTRAS PENAS

Em relação ao indiciado Luken César Burgui Augusto, a Justiça o condenou a seis meses de reclusão no regime semiaberto pelo crime de favorecimento real. Por conta do período em que ficou preso preventivamente, ele foi colocado em liberdade.

Já Rogério Bezerra dos Santos foi absolvido pelo Poder Judiciário por falta de indícios que comprovassem a participação dele nos crimes denunciados pelo Ministério Público.

Por sua vez, o MP entrou com recurso contra a pena imposta a Luken e pediu a condenação, novamente, de Rogério. O órgão também pediu para que fossem aumentadas as penas de Roberto pelos crimes praticados. Os pedidos aguardam decisão.

ASSALTO À PROTEGE

Os assaltantes agiram com sincronismo em diferentes frentes. Um grupo obrigou um motorista que estava em um posto às margens da Rodovia Marechal Rondon a atravessá-lo na pista. O bloqueio foi na altura do quilômetro 522. A manobra tinha como objetivo impedir a chegada de reforços de outras cidades. Caminhões em chamas foram colocados estrategicamente nas esquinas de acesso ao quartel da Polícia Militar, na Rua Capitão Alberto Mendes Júnior (sede do CPI 10 e do 2º Batalhão).

Além disso, bandidos ficaram escondidos na Escola Francisca Arruda (em frente ao quartel), atirando contra os policiais para impedir que saíssem. O objetivo foi sitiar a PM. Enquanto tudo isso ocorria, outros grupos aterrorizavam aquela região da cidade com centenas de tiros que atingiram veículos e estabelecimentos comerciais.

O objetivo era exatamente criar clima de terror. Já na Protege, a aproximadamente 700 metros do quartel, os bandidos usaram elevada carga de explosivos. A destruição foi total e atingiram casas próximas. Nas proximidades da Protege, os bandidos também fizeram muitos disparos. Rapidamente fugiram levando R$ 10 milhões. Segundo a Polícia Civil, naquele dia havia a quantia de R$ 50 milhões dentro da empresa.


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