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A Polícia Federal deflagrou, na manhã dessa segunda-feira (31), a segunda fase da Operação Caixa Forte e desarticulou integrantes de uma facção criminosa especializada no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro em todo o território nacional. Foram cumpridos mandados de prisão e de buscas em Birigui, Santa Fé do Sul e Três Lagoas (MS).

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, os policiais federais cumpriram 211 mandados de busca e apreensão em 19 estados brasileiros e 422 de prisão, em 20 estados. Além disso, 172 presos foram alvos da operação em 31 estabelecimentos prisionais do país.

Em Birigui, a PF prendeu uma pessoa e cumpriu mandado de busca e apreensão. Em Santa Fé do Sul, os policiais também cumpriram um mandado de buscas e de prisão preventiva contra uma mulher. Ela foi conduzida para a cadeia feminina de Nhandeara. Já em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, a polícia também prendeu um investigado e cumpriu buscas no imóvel em que estava.

SETOR DO ‘PROGRESSO’

Segundo a PF, os dados obtidos na fase um, da Operação Caixa Forte, que identificou os responsáveis pelo chamado “Setor do Progresso” da facção, pois se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico, revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

“A atuação da Polícia Federal visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças”, informou a PF.

TRABALHOS

A ação envolveu cerca de 1.100 policiais federais, que cumpriram 623 ordens judiciais, sendo 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão, em 19 estados do país e no Distrito Federal. Além disso, também foi feito o bloqueio judicial de até R$ 252 milhões. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte (MG).

Em Santos, no litoral de São Paulo, os policiais apreenderam R$ 2 milhões em espécie, além de 730 mil dólares. Uma pessoa foi presa no local. Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.


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