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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Nas unidades da CEAGESP, a Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo, que abastecem todo o Brasil com frutas, legumes e verduras, foi registrada uma alta no preço dos alimentos de 2,37% no último mês de julho, aumento este que é sentido pelos consumidores finais nos supermercados e restaurantes.

Na unidade do Ceasa de Araçatuba, que abastece estabelecimentos de cerca de 100 municípios do entorno, as maiores altas no atacado estão por conta de produtos como o tomate, limão e melancia. O gerente de operações da unidade em Araçatuba, Wanderley Pereira da Silva Júnior, explicou que a entressafra destes produtos e a falta de chuvas provocaram o aumento de preços.

“Realmente houve aumento sim, estamos no período de entressafra das mercadorias, o tempo ainda está muito seco, falta de chuvas, por isso a tendência é ter esses aumentos”, explicou o gerente, que ainda seguiu exemplificando preços comercializados destes produtos atualmente em comparação com algumas semanas atrás. “O tomate há 30 dias atrás vinha sendo vendido a R$ 55 a caixa, hoje está R$ 73. O limão é um grande vilão também, estava sendo vendido a R$ 60 e hoje está sendo vendido a R$ 108. E uma fruta que subiu bastante também, que é uma fruta que muita gente consome é a melancia, que estava sendo vendida a R$ 1,40 o quilo, hoje está sendo vendida a R$ 2,10. São alguns dos produtos que mais subiram, teve outros que a porcentagem não foi tão alta”, informou.

Em um supermercado de Araçatuba, o aumento do preço do tomate rasteiro, por exemplo, pode ser percebido em rápida comparação. O produto, que vinha sendo encontrado por R$ 3,98 até o final de junho, estava custando ontem R$ 5,98, aumento de 66%.

Para o gerente de operações, até o final do mês de agosto e início de setembro, os preços podem continuar subindo, principalmente se o tempo continuar seco. Em compensação, as verduras, que tiveram alta em julho, agora estão em queda pela alta oferta dos produtos.

“O que está baixo hoje é verdura, se você for procurar verdura no mercado, até na rua, tem muita gente vendendo. O clima é favorável à produção, a oferta é maior, tem muita oferta de verdura e com isso a gente está com o preço bem mais barato”, completou.

Números de julho

As verduras, que estão com tendência de queda no preço segundo Wanderley Júnior, foram os destaques entre os produtos que mais aumentaram de preço no estado de São Paulo, de acordo com a Ceagesp.

Produtos como o alface, por exemplo, registraram aumento de quase 27% no preço no atacado no mês que passou, as demais verduras aumentaram seus valores de compra em cerca de 8%.

Outros produtos tiveram aumento ainda maior como o nabo e o orégano, com alta de 35%. Entre as frutas, figo e limão tahiti subiram até 60%.

Já alguns legumes como a batata e o quiabo equilibraram a balança de aumentos, registrando queda de até 30% nos preços no atacado.

Segundo a Ceagesp, os produtos que aumentaram de preço em todo estado tiveram um aumento na demanda por conta da reabertura de setores da economia como bares e restaurantes e algumas partes do estado a partir do mês de junho.

Estabilidade

Já segundo o gerente de operações da Ceagesp, em Araçatuba, Wanderley Júnior, o avanço de Araçatuba para a fase amarela do Plano São Paulo e a consequente reabertura para consumo no local dos bares e dos restaurantes não deverá influenciar no preço dos alimentos hortifrutigranjeiros comercializados na unidade.

Ele, porém, abre uma ressalva para algum tipo de produto que esteja no período de baixa produtividade, como os já citados tomate, limão e melancia, principalmente.

“Por enquanto não está havendo falta de produtos, isso não está influenciando no preço. O que pode ocorrer é se houver uma procura muito grande de tal produto que venha faltar, aí sim o valor pode subir”, explicou. Júnior ainda seguiu: “Se é época da produção do produto que os restaurantes, as lanchonetes venham procurar, a tendência é o permissionário aumentar a compra dele lá na roça, e tendo produto, não há perigo de subir não, só se tiver muita procura e estiver fora de época de produção. Só no limão, tomate, melancia, que precisa de muita chuva que está na entressafra, é que estão mais caros”, afirmou.

O representante do Ceasa em Araçatuba ainda falou que a espera é de um aumento nas vendas exatamente por conta da volta do atendimento presencial nos bares e restaurantes da região de Araçatuba. “Por enquanto a gente está esperando que o movimento aumente, porque até aqui pra nós o movimento caiu. Com a abertura dos restaurantes, das lanchonetes, a gente espera que aumente a procura dos produtos aqui no Ceasa, dos hortifrutigranjeiros. Não quer dizer que o preço vá subir”, encerrou.

Distribuição

A CEAGESP de Araçatuba distribui, em media, cerca de 2 toneladas por mês de alimentos variados como hortaliças, frutas, galináceos, entre outros. O abastecimento ocorre em aproximadamente 1.000 estabelecimentos de 100 cidades da região noroeste paulista.

 

 


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