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Nos últimos dias, a Polícia Civil de Araçatuba tem registrado diversas ocorrências de estelionato envolvendo cartões de créditos. Ao longo da semana, muitas dessas informações foram divulgadas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL. Pelo depoimento das vítimas, a suspeita dos investigadores é de que a mesma quadrilha esteja agindo na cidade e costumam focar em alvos mais idosos. Acontece que outro golpe, também envolvendo cartão de crédito, tirou o sono de um homem de 47 anos. O crime teria ocorrido dentro de uma loja de rede, em Araçatuba.

Conforme informações do boletim de ocorrência, os policiais militares foram acionados pelo Copom (Central de Operações da Polícia Militar) até o estabelecimento comercial a fim de fazer o atendimento da solicitação. A vítima relatou que no último dia 29 de julho esteve na loja e solicitou um cartão de crédito do próprio comércio.

O cartão foi aprovado alguns minutos depois e liberado para o uso. O declarante, então, resolveu fazer a portabilidade de seu número de celular de uma operadora para outra. Os dois funcionários, um homem e uma mulher, ficaram cerca de 20 minutos de posse do cartão da vítima, já que disseram que isso seria necessário para que a operação fosse concluída com sucesso.

GOLPE

No dia seguinte, o homem percebeu que alguém teria feito várias compras indevidas pelo cartão de crédito em lojas on-line, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 800. Ele pesquisou os nomes das empresas onde teria sido lesado e, em contato com os responsáveis, descobriu que quem teria comprado tais produtos seria a mesma funcionária que o atendeu no setor de telefone dentro da loja de departamentos e permaneceu muito tempo em posse do cartão de crédito.

Diante disso, a Polícia Civil registrou a situação como estelionato e abriu inquérito para dar prosseguimento às investigações e apurar a conduta da funcionária da loja.

ALERTA

A vítima do golpe conversou com a reportagem, mas não quis se identificar para não atrapalhar as investigações. O homem contou que só descobriu o crime, pois a esposa foi consultar o extrato pelo aplicativo no celular.

“Eu não sabia que com os três últimos números do cartão (código de segurança) e os dados pessoais daria para alguém fazer compras on-line, como aconteceu comigo. Então, da mesma forma que eu não sabia, muitas vezes outras pessoas não sabem, principalmente as mais idosas, acabam confiando, passam esses dados e caem em golpes”, alertou.


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