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DIEGO FERNANDES – ANDRADINA

A diarista Fernanda Villas Boas, de 39 anos, foi a primeira beneficiada pelo projeto “Sonho Meu”, idealizado pelo engenheiro e presidente da AEAR (Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Andradina) Rust Kléber Ferreira Morais. Fernanda morava em uma casa considerada inabitável que estava em condições precárias e teve o seu imóvel totalmente reconstruído. A entrega das chaves ocorreu no último dia 11 de julho, dia do aniversário de Andradina, em um clima de muita emoção e alegria.

A casa, que fica no bairro Stella Maris, em Andradina, antes era de madeira e a família de Fernanda, que é separada e mãe de 5 filhos, vivia em uma situação difícil. Ela revela que tinha muito medo de o imóvel cair sobre a sua cabeça ou de suas crianças. “Antes era uma situação muito precária, na sala tinha um buraco no teto, todos os cômodos molhavam, mas naquele lá molhava muito mais e era no quarto que eu dormia com as crianças. Era agoniante”, contou à reportagem do SRC.

Fernanda afirma que atualmente está apenas com duas diárias quinzenais para fazer e não teria dinheiro para reformar a casa sozinha. “Eu não tinha condições de fazer reparos na casa. Quando eu voltei pra cá eu estava desempregada. Aí eu pensava em trabalhar, juntar o dinheiro, para fazer pelo menos de tábua. Mas graças a Deus apareceu o pessoal do projeto”, agradeceu.

No final do ano passado, ao receber a proposta do projeto para reforma de sua casa, Fernanda aceitou de prontidão e afirmou que toda a sua despesa de aluguel enquanto aguardava a reconstrução foi bancada pelo projeto. “Eles pagaram o frete para tirar nossas coisas da casa. Pagaram o aluguel da outra casa o tempo todo que a gente ficou lá. Ajudaram a gente em tudo.

A moradora quase não soube conter sua felicidade ao ver a casa reconstruída. “Ah, demorei uns dias para acreditar, fiquei impactada quando eu vi a casa, vi que estava forrada. Vi as portas nos cômodos. Como estava caindo mesmo a gente tinha até medo de bater o martelo para pregar a porta, a gente achava que ia cair. A casa estava caindo. Hoje eu sento nessa sala e não dá nem pra acreditar”, afirmou agradecida. “Eu agradeço todos os dias em oração a vida deles, para Deus iluminar a vida de casa um que ajudou e pedir que outras famílias pode ter a mesma sorte que a gente teve. Eu agradeço a eles demais”, concluiu.

Investimento de R$ 40 mil

De acordo com o engenheiro Rust Kléber Ferreira, a reconstrução do imóvel custou cerca de R$ 40 mil e teve um atraso na entrega por conta de alguns fatores. “Nosso prazo para executar essa obra era de 1 a 2 dois meses. Nós entramos com máquina, fizemos uma terraplanagem, tivemos que limpar todo o terreno e iniciamos a obra. Mas chegou o final do ano e a mão de obra fica difícil, os alunos que nos ajudavam entraram de férias. Aí veio o início do ano com o carnaval, depois a pandemia, e isso atrapalhou todo o nosso cronograma de obra. A obra que era pra levar dois meses, nós só conseguimos terminar ela com 7 meses. Teve um atraso muito grande. Mas graças a Deus nós não paramos a obra e devagarzinho terminamos”, explicou.

Após a reconstrução, a casa agora conta com 3 quartos, banheiro, sala, cozinha, lavanderia e área da frente. São 70 metros quadrados de área construída. “Aqui antes era uma casa de madeira totalmente inabitável e hoje é uma casa de alvenaria, toda rebocada, colocamos forro, colocamos piso, pintamos a casa. Mobiliamos toda a casa pra família. O que antes era inabitável, hoje é uma casa digna de uma família morar”, afirmou Rust Kléber.

A casa também ganhou móveis novos, quase todos eles doados por parceiros do projeto. “Muitos desses móveis foram doações, nós ganhamos estante, sofá, armário, cama, enfim, a maioria do mobiliário dela aqui foi tudo ganho, graças a Deus”, disse.

O engenheiro conta que teve a ideia do projeto após sua cunhada, que é vizinha de Fernanda, relatar a situação precária vivida pela família da diarista. “O primeiro contato que eu tive aqui eu vim com o meu filho de 10 anos. Minha cunhada Elisa falou que tinha uma casa em condições precárias aqui. A casa realmente estava desabando, estava totalmente inabitável. A casa estava caindo em cima dessa família. Graças a Deus nós reunimos os amigos, a Universidade Brasil, um pessoal que nos ajudou, que proporcionou para que nós pudéssemos realizar o sonho desta família de ter uma casa digna e uma condição de moradia digna pra eles”, afirmou.

O projeto

Rust Kléber comentou sobre o projeto “Sonho Meu” e conta como surgiu este nome. “O projeto chama-se Sonho Meu porque no momento em que entramos aqui na casa, um dos filhos da Fernanda, uma das perguntas que fizemos pra ele foi “O que você gosta de fazer? Qual é o teu sonho”, ele disse “Eu não tenho sonho nenhum”. Ficamos pensando como uma criança com a vida toda pela frente não tem sonhos? Então, a gente entende que uma condição digna de moradia propicia um bem estar na pessoa e que ela almeje um futuro melhor pra vida dela”, explicou.

Ele afirmou que a intenção é ajudar mais famílias andradinenses que vivem em condições subumanas como vivia a família de Fernanda. “Eu gostaria que as pessoas acreditassem no nosso projeto, estamos estruturando. Na próxima casa que formos reformar ou construir nós vamos ter menos dificuldade para conseguir contribuição das pessoas e das empresas”, disse. (Colaborou Gustavo Trevisan)


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