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Um empresário, que não teve a identidade divulgada, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã dessa quinta-feira (18) em Araçatuba. Os trabalhos fizeram parte da Operação Solércia, deflagrada pela Polícia Federal do Pará. Ao todo, 16 mandados de buscas foram cumpridos.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que em Araçatuba o empresário foi alvo de buscas em seu apartamento. Ele tem uma empresa no estado paraense, que também acabou sendo alvo de buscas ontem de manhã pelas equipes da PF.

FRAUDES

De acordo com a PF, a operação teve por finalidade apurar eventuais fraudes no contrato celebrado pelo governo do estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Educação, cujo objeto era a aquisição de cestas de alimentação escolar para toda a rede estadual de ensino como medida de enfrentamento à pandemia do Covid-19. O valor do contrato era de quase R$ 74 milhões.

Durante as investigações, a Polícia Federal conseguiu indícios da existência de várias empresas – incluindo a empresa vencedora do contrato das cestas básicas – que estavam em nome de interpostas pessoas, mas pertenciam, de fato, a empresários que são proprietários de uma grande rede de supermercado e magazine no estado do Pará.

A investigação apurou, ainda, que as empresas estavam em nomes de terceiros desde o momento que foram constituídas e realizaram diversos contratos com o governo paraense, sagrando-se vencedoras em vários certames licitatórios, especialmente na área da saúde e, mais especificamente, em contratos celebrados com o Hospital Regional de Salinópolis.

As buscas foram realizadas nas sedes das empresas utilizadas nas supostas fraudes, no setor de licitações da Secretaria de Educação, no Hospital Regional de Salinas (HRS) e nas residências de pessoas envolvidas na apuração.

Os crimes em apuração são de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e crimes previstos na lei de licitações.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que “a própria Secretária de Educação cancelou imediatamente o contrato com a empresa quando tomou conhecimento da denúncia e não houve nenhum pagamento, portanto nenhum prejuízo ao erário público”.


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