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Um autônomo, de 55 anos, procurou a Central de Flagrantes de Araçatuba na tarde de quarta-feira (17) depois de investir cerca de R$ 200 mil em criptomoedas em uma empresa alvo de investigação da Polícia Civil do município.

O declarante contou em depoimento aos investigadores que tomou conhecimento sobre a investigação de fraudes e que tenta fazer contato com a administradora, mas não consegue.

Diante disso, ele não consegue sacar o valor aplicado e muito menos os juros dos investimentos. O delegado plantonista registrou a ocorrência como não criminal para preservação de direitos.

OPERAÇÃO LUCRO FÁCIL

Em dezembro do ano passado, a polícia cumpriu mandados contra a empresa de investimentos, localizada em um prédio de luxo, no alto da Avenida Brasília, área nobre do município. Sete mandados de buscas foram cumpridos na cidade, além de Birigui.

Segundo o delegado que coordenou os trabalhos na época, Alessander Lopes Dias, as vítimas investiam determinado valor na empresa E-Bit, especializada na venda de moedas virtuais, com a promessa de retorno lucrativo acima da média do que é praticado atualmente no mercado financeiro. Os investidores chegaram a ganhar os valores uma ou até duas vezes, mas a partir de então, não conseguiam mais fazer contato com a investidora.

Na ocasião, os policiais apreenderam diversos computadores, notebooks, documentos e até mesmo um revólver de calibre 38. Todos os materiais foram levados para a Central de Polícia Judiciária.

As investigações começaram no início do ano passado com o aumento de denúncias contra a empresa. Segundo a polícia, somente no estado de São Paulo, 30 registros de ocorrências foram registrados nos últimos meses. Mesmo assim, vítimas de vários lugares do país também teriam sido lesadas. O prejuízo ultrapassa milhões de reais. A polícia também descobriu que a empresa não tem registro junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Naquela data, a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL conversou com o advogado de defesa da empresa.  Por meio de uma nota, informou que a operação não correspondia à investigação com relação aos atuais produtos da empresa e que o Departamento Jurídico havia acompanhado toda a operação e colaborava com as autoridades.


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