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Um dia antes da tragédia, os pais da pequena Isabelly de Oliveira Pereira, de três anos de idade, enviaram um vídeo dela cantando louvor ao avô. Essa foi a última imagem dele da netinha viva. Horas depois, ela morreria em um incêndio que atingiu sua casa, na zona rural de Guararapes. A fatalidade ocorreu na manhã dessa sexta-feira (29). A vítima não conseguiu sair a tempo da casa em chamas e morreu carbonizada.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que as chamas tiveram início por volta das 8h30. Naquele momento, além de Isabelly, os outros três irmãos estavam dentro do imóvel. Os pais trabalhavam em um chiqueiro a cerca de 50 metros do local e não viram o momento que o incêndio começou.

O filho mais velho do casal percebeu a gravidade da situação e conseguiu salvar dois irmãos, mas não teve tempo para retirar a irmã mais nova. À essa altura, os pais sentiram o forte cheiro de fumaça e correram para a casa, mas já era tarde. As chamas tomaram conta de toda a estrutura residencial e nada mais pôde ser feito.

As equipes do Corpo de Bombeiros de Araçatuba foram acionadas, assim como a Polícia Militar. Com a chegada dos agentes, o fogo foi controlado em poucos minutos. A menina estava no quarto, já sem vida. A casa ficou completamente destruída.

Toda a área teve que ser isolada até a chegada de policiais civis e da perícia técnica. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias. Um inquérito já foi aberto para dar prosseguimento às investigações.

O corpo da garotinha foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal), onde passou por exame necroscópico. Até o fechamento dessa edição não havia informações a respeito do horário de velório e sepultamento, mas a família tinha escolhido realizar as últimas homenagens na capela municipal de Coroados.

CURTO-CIRCUITO

Ainda não se sabe o que pode ter causado o incêndio, mas segundo a Polícia Militar, os pais contaram em depoimento que nos últimos dias perceberam falhas no sistema elétrico da casa, inclusive as lâmpadas acendiam e apagavam sozinhas.

Eles teriam se mudado para o local há cerca de um mês e trabalhavam na fazenda. Logo de manhã, os dois saíam para trabalhar na propriedade rural e deixavam os filhos dormindo na casa, já que as aulas estão suspensas por conta da pandemia de coronavírus.


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