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Já é mais do que claro que a pandemia de coronavírus preocupa a todos, principalmente aqueles que trabalham em serviços essenciais e não conseguem estar em casa, em meio à quarentena. São profissionais da saúde, de supermercados, imprensa e os policiais militares. Pensando nisso, uma parceria garantiu mais segurança aos agentes na escolta de detentos que estão internados na Santa Casa de Andradina por meio de monitoramento por câmeras.

De acordo com informações da Polícia Militar, o sistema já está em funcionamento na unidade hospitalar. A Santa Casa de Andradina recebeu a solicitação da corporação e fez as adequações necessárias para que os sentenciados do sistema prisional sejam monitorados por câmeras. Agora, os policiais não têm mais contato direto e ficam em uma sala ao lado acompanhando todas as movimentações por meio de televisores.

A parceria para que o projeto fosse concretizado foi estabelecida entre a Polícia Militar e a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). “As importantes medidas farão com que os agentes e policiais realizem a custódia dos presos sem a necessidade de permanecerem no mesmo ambiente dos presos internados, proporcionando maior segurança para todos”, informou a PM.

MORTES POR CORONAVÍRUS

A preocupação da instituição não é em vão. No fim de abril, um detento da penitenciária de Andradina morreu por coronavírus. O sentenciado tinha 53 anos e recebeu os primeiros atendimentos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município e, depois, foi transferido para o Hospital Regional de Ilha Solteira, onde não resistiu e morre. Foi a primeira morte confirmada pela doença em Andradina até então. A última atualização divulgada na tarde dessa sexta-feira (8) confirmou 20 casos positivos na cidade.

Já em Mirandópolis, outro detento, que cumpria pena na Penitenciária 1 Nestor Canoa, morreu em decorrência de complicações por causa da Covid-19. A SAP informou que, nos casos suspeitos entre os presos, o paciente é isolado e a Vigilância Epidemiológica é acionada.

O órgão ressaltou, ainda, que os servidores que entram em contato com o paciente usam mecanismos de proteção padrão, como máscaras e luvas descartáveis. “Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimentos, o detento é mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento”, complementou.

 


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