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Mãe entrega o filho adolescente após assassinato de jovem

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FOTO CEDIDA: REGIONAL PRESS

O ajudante de cozinha João Pedro Santana Lima, de 19 anos, foi morto a tiros na noite de terça-feira (21) em frente da residência que morava, na rua Victório Mazzini, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. Um adolescente de 16 anos foi entregue pela própria mãe na delegacia e confessou o assassinato.

 

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que os disparos ocorreram por volta das 22h20. A vítima estava dentro de casa participando de  um churrasco, local esse onde também funciona uma igreja evangélica, já que o pai é pastor. Em determinado momento, o rapaz ouviu alguém o chamar no portão.

 

O ajudante foi até lá para ver o que a pessoa queria e ao sair na calçada foi alvejado com vários tiros, dois deles na cabeça. Ele caiu e foi auxiliado por populares e os familiares.

 

Equipes do Resgate e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram chamadas para os primeiros atendimentos. O rapaz foi socorrido pela ambulância até a Santa Casa ainda com vida, apesar de estar em estado gravíssimo.

 

Após o veículo deixar a cena do crime, o pai de João Pedro passou mal, desmaiou e também teve que ser socorrido por populares até o hospital. Alguns minutos depois de ter dado entrada na unidade hospitalar, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo dele foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal), onde passou por exame necroscópico. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias.

 

Àquela altura, policiais militares e civis já estavam no endereço colhendo informações de quem pudesse ter cometido o assassinato. Algumas cápsulas foram apreendidas e seriam periciadas.

 

CONFISSÃO

 

Após o retorno das equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) à Central de Polícia Judiciária, a mãe de um adolescente de 16 anos se apresentou com o filho, informando que ele era o autor do homicídio ocorrido minutos antes.

 

Em depoimento, o menor confessou a prática e contou que teria matado João Pedro já que os dois foram detidos no ano passado por tráfico de drogas. A vítima, após sair da cadeia, teria começado a acusar o infrator de tê-lo entregue à polícia.

 

Após ter atirado contra o desafeto, o adolescente contou ter corrido para um pasto, onde perdeu o revólver utilizado no crime. Por fim, ele disse que apenas matou o ajudante para não ser morto antes dele. Ao chegar em casa, ele encontrou a mãe e revelou o que havia feito.

 

O delegado deu voz de apreensão ao menor pelo ato infracional de homicídio qualificado com recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Ele permaneceu apreendido e seria apresentado ao Ministério Público depois de passar por exame grafotécnico. A Polícia Civil abriu inquérito para dar andamento às investigações sobre o ocorrido.

 


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