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No primeiro dia de desfile no Rio de Janeiro, três escolas se destacaram

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DA REDAÇÃO – RIO DE JANEIRO

Sete Escolas de Samba abriram os desfiles do grupo especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste domingo, 23, às 21h30. A disputa da elite do Carnaval carioca começou com a Estácio de Sá, seguida pela Viradouro, vice-campeã do ano passado. Passaram pela avenida também a Mangueira, atual vencedora, a Paraíso do Tuiuti, a Grande Rio, a União da Ilha e a Portela. Para a segunda noite de desfile, nessa segunda-feira, a programação previa mais seis escolas: São Clemente, Vila Isabel, Salgueiro, Unidos da Tijuca, Mocidade e Beija-Flor.

Mangueira
A Mangueira desfilou em busca do bicampeonato com uma releitura crítica da vida de um Jesus Cristo nascido em uma comunidade. O carro abre-alas mostrou o presidente de honra Nelson Sargento e a cantora Alcione representando José e Maria.

Grande Rio
A Grande Rio contou a história do pai de santo Joãozinho da Gomeia, mas teve problemas com dois carros, que podem diminuir as notas em quesitos como evolução e harmonia. Um dos destaques da tricolor de Caxias foi a volta de Paolla Oliveira como rainha de bateria, fantasiada de Cleópatra, após dez anos fora.

Viradouro
A Viradouro fez um desfile que exaltou as mulheres negras de Salvador. O enredo “Viradouro de alma lavada” falou sobre as Ganhadeiras de Itaupã, quinta geração de lavadoras de roupa na Lagoa do Abaeté. Na comissão de frente, a atleta da seleção brasileira de nado sincronizado Anna Giulia, vestida de sereia, dava mergulhos de até um minuto em um aquário com 7 mil litros de água mineral.

União da Ilha
A União da Ilha do Governador, da rainha de bateria Gracyanne Barbosa, mostrou a vida dura das comunidades do Rio em um desfile com estética realista. Não faltaram sinais das dificuldades: armas, ônibus lotados, pessoas vivendo nas ruas, desempregados, famintos… O terceiro carro teve problemas para percorrer a avenida, fazendo com que a escola abrisse um “buraco” na Sapucaí. Foi um desfile apressado e com um minuto além do limite.

Paraíso do Tuiuti
O Paraíso do Tuiuti contou a história de “dois Sebastiões” em seu desfile: o rei português que desapareceu no século 16, Dom Sebastião, e o santo padroeiro do Rio, São Sebastião. A apresentadora Lívia Andrade estreou como madrinha de bateria no carnaval carioca. A comissão de frente imaginou um encontro do santo que viveu no século 3 e o monarca.

Estácio de Sá
Na retorno ao Grupo Especial após quatro anos, a Estácio de Sá apostou em Rosa Magalhães, carnavalesca em busca do nono título em 50 anos de avenida. Foi uma volta após três carnavais pela escola nos anos 80. O primeiro desfile da noite teve alas e carros sobre corpos celestes, pedras preciosas e minerais. A Campeã da Série A em 2019 também fez críticas ao processo de extração dessas riquezas.

Portela
Portela encerrou o dia e soube se aproveitar do amanhecer com cores leves mas cheias de contraste. A escola mais vitoriosa do carnaval do Rio buscou sua 23ª vitória com um enredo sobre os tupinambás e o “paraíso” que encontraram no Rio de Janeiro antes da colonização. O desfile apresentou o contraste entre a terra sem maldades dos índios em sua mítica Guajupiá e a selva urbana que a cidade se transformou.


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