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Justiça prorroga prisões de suspeitos de terem assassinado e esquartejado advogado

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A Justiça de Araçatuba prorrogou por mais 30 dias as prisões de Laís Lorena Crepaldi e Jonathan Andrade do Nascimento. Os dois são investigados pela morte e esquartejamento do advogado Ronaldo César Capelari em janeiro deste ano.

As prorrogações ocorreram, já que o pedido é de prisão temporária. A partir de agora, a Polícia Civil tem mais um mês para concluir as investigações e marcar a reconstituição do crime. A reportagem apurou que alguns laudos já ficaram prontos, mas a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) quer que os exames das digitais e do sangue colhido na casa onde o corpo foi localizado fiquem prontos para descartar ou não a participação de mais pessoas na ação. Atualmente, o casal permaneceu preso em unidades prisionais da região e do Oeste Paulista.

O desaparecimento e a morte do advogado completa um mês nesta quinta-feira (13). A vítima saiu da casa onde morava na noite do último dia 13 de janeiro e disse que iria para a aula de natação em uma academia. Horas se passaram, mas Ronaldo não tinha dado mais notícias, o que preocupou amigos e familiares dele.

Cerca de 12 horas depois, a caminhonete Chevrolet/S-10 foi localizada abandonada em uma estrada de terra na zona rural, entre Araçatuba e Birigui. Em um primeiro momento, as equipes da polícia localizaram marcas de sangue no interior do veículo.

Durante a noite do mesmo dia, o corpo do advogado foi localizado esquartejado, dentro de sacolas pretas, na residência de Laís, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. A partir de então, os investigadores tentaram encontrar a moradora da casa para prestar esclarecimentos.

No dia seguinte, a jovem se apresentou espontaneamente na delegacia. Em depoimento, ela disse que não estava no local no momento do crime, já que deixava o imóvel aberto. Essa versão não convenceu os policiais. Horas depois, a indiciada mudou a versão e confessou o crime. Ela contou que mantinha uma relação muito próxima com o advogado e o atraiu até a residência para roubá-lo com a ajuda de mais três rapazes. A situação teria saído do controle e eles decidiram assassinar a vítima. O trio chegou a ser preso.

Mas, Laís mentiu no depoimento e depois revelou que o trio não teria feito nada. Ela indicou o namorado, Jonathan, como aquele que anunciou o assalto, matou Ronaldo e esquartejou o corpo, já que não tinha forças para colocá-lo na carroceria da caminhonete. Com a mudança, os outros três rapazes foram liberados.


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