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Nenhum caso suspeito de coronavírus foi registrado na região de Araçatuba, mas a procura por máscaras de prevenção e álcool em gel tiveram aumento nos últimos dias, principalmente na semana que passou. Em uma das farmácias ouvidas pela reportagem, o estoque de máscaras já acabou há três dias. O governador de São Paulo, João Doria, apresentou um plano de prevenção e um comitê estratégico para ações relacionadas à doença.

Em uma farmácia localizada no centro de Araçatuba, as máscaras já acabaram desde o meio da semana, segundo informou um funcionário. A previsão é de que o estoque só seja abastecido na próxima terça-feira (4). Já o álcool em gel teve um aumento considerável nas vendas. A quantidade vendida em um mês já foi comercializada em apenas uma semana.

Muitas pessoas estão com medo da rápida proliferação do coronavírus e, por isso, já querem começar a se prevenir, mesmo sem nenhum caso registrado na região. Em outra farmácia da área central de Araçatuba, a reportagem apurou que ainda existem máscaras em estoque, mas as vendas de álcool em gel aumentaram 20%. Existe um grande temor de que faltem esses objetos nos estabelecimentos nas próximas semanas, assim como já aconteceu na capital paulista.

Apesar dessa grande preocupação, a reportagem constatou a falta dos produtos mais nas farmácias localizadas no centro. Aquelas que ficam em bairros mais afastados ainda não registraram alta na procura.

PLANO DE PREVENÇÃO

Nessa sexta-feira (31), o governador João Doria, o prefeito de São Paulo Bruno Covas e o secretário de estado de Saúde José Henrique Germann anunciaram a criação de um comitê estratégico para ações relacionadas ao coronavírus.

Inicialmente, serão destinados R$ 200 mil para aquisição de kits diagnósticos para o Instituto Adolfo Lutz. O recurso também será empregado na compra de insumos e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras, luvas, óculos e aventais para profissionais de saúde dos hospitais e laboratórios estaduais. Todos os 645 municípios do estado receberão os reforços.

A Saúde também instituiu um centro de operações de emergências que contará com representantes de instituições estaduais, municipais e federais para auxiliar a pasta na organização e normatização de ações de prevenção, vigilância e assistência referentes à infecção humana pelo novo coronavírus.

TRANSMISSÃO

Assim que os primeiros sintomas surgirem (febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar), o paciente deve procurar o serviço de saúde mais próximo. Para ser considerada suspeita, a pessoa deve ter histórico de viagem para locais com transmissão local, como a China, ou ter tido contato próximo com pessoa com caso suspeito.

O profissional de saúde vai avaliar se os sintomas indicam alguma probabilidade de infecção por coronavírus, tomar as providências para notificação e coletar material para exame laboratorial. O início do tratamento dos sintomas prevê medidas para isolamento do paciente.

A infecção apresenta manifestações parecidas com a de outros vírus respiratórios e não existe tratamento específico para o novo coronavírus. Dependendo da condição clínica do paciente, o isolamento pode ser domiciliar.

A pessoa deve ficar em repouso e beber muitos líquidos. É fundamental que familiares e amigos evitem o contato direto e o compartilhamento de objetos de uso pessoal com o paciente. Pacientes com sintomas mais intensos podem ser hospitalizados.


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