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A Polícia Civil de Mirandópolis realizou na manhã dessa terça-feira (21) uma operação denominada ‘Furo Final’ para desarticular uma quadrilha especializada no furto de estabelecimentos comerciais, principalmente de supermercados nas regiões Oeste e Noroeste paulista. Nos últimos cinco meses, os criminosos teriam agido em mais de 30 locais, espalhados por 28 municípios.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL acompanhou os trabalhos das equipes policiais desde as primeiras horas da manhã. Ao todo foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Birigui e Brejo Alegre, já que os investigados moram nessas cidades. As investigações foram coordenadas pelo delegado Thiago Barroca e começaram após o furto em um supermercado de Lavínia em julho do ano passado.

“Nós conseguimos mapear uma ação atípica para a nossa região. Foi quando a gente começou avançar e identificar ações semelhantes em outras cidades, geralmente em supermercados. Os bandidos entravam pelo telhado e furavam os cofres com um único furo. Eram ações bem específicas, pessoal especializado nesse tipo de arrombamento de cofre”, explicou Barroca durante entrevista coletiva.

O nome da operação remete justamente a esse modo de agir dos criminosos. Com um maçarico, eles faziam o furo no objeto e fugiam levando quantias em dinheiro. O prejuízo estimado, até agora, ultrapassa os R$ 300 mil. No total, 50 policiais civis de diversas cidades da região de Araçatuba e Presidente Prudente participaram dos trabalhos.

A polícia suspeita da participação de pelo menos oito pessoas na associação criminosa. Um deles foi preso recentemente por tráfico de drogas em Auriflama. Outros dois nomes apareceram nas investigações depois do último furto praticado pela quadrilha em Mirandópolis.

BUSCAS

Na casa dos investigados, os policiais conseguiram apreender maçarico, pé de cabra, roupas utilizadas nas ações, celulares e o malote de um dos supermercados. O objeto foi reconhecido pelo proprietário do comércio. Em outra residência localizada em Birigui, as equipes flagraram um rapaz com um revólver caneta. Ele foi detido, prestou depoimento e foi liberado em seguida, já que a arma passará por uma perícia mais detalhada.

ARTICULAÇÃO

A quadrilha investigada era bastante articulada, segundo o delegado responsável pelas investigações. Tanto que para cometer os crimes, um homem apontado como líder da organização ligava para a Polícia Militar, na tentativa de despistar com a comunicação de falsas ocorrências e ganhar tempo para as ações.

“Uma coisa que chamou a atenção é que eles agiam em cidades pequenas e o mentor da associação ligava para o 190, avisava sobre uma falsa ocorrência, justamente para despistar o patrulhamento e poderem agir tranquilamente”, revelou.

NOVAS INVESTIGAÇÕES

Nessa primeira fase, nenhuma prisão foi decretada, mas os oito suspeitos já foram identificados. Os objetos apreendidos durante a operação serão periciados e deverão embasar o inquérito policial. Todos vão responder por furto qualificado e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

A partir de agora, a polícia quer tentar identificar os patrimônios dos suspeitos, já que acredita que eles estão usando os valores furtados para esse fim. Até mesmo o crime de lavagem de dinheiro não está descartado. As investigações devem continuar, também, com as análises dos celulares apreendidos durante os trabalhos.


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