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O caso do assassinato Ronaldo César Capelari, de 53 anos, sofreu uma reviravolta. A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de ter participado do crime. Trata-se do namorado de Laís Lorena Oliveira Crepaldi, que morava na residência e é tratada como a principal suspeita. O rapaz, identificado como Jonathan de Andrade Nascimento, 21, teria feito a confissão ao delegado responsável pelo inquérito.

Havia a expectativa de que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) fizesse uma nova coletiva na tarde dessa quinta-feira (16) sobre os novos fatos, mas foi remarcada para às 9h desta sexta-feira. A Justiça também decretou a prisão temporária do namorado de Laís, válida por 30 dias.

Um dia antes, ela e mais três rapazes também foram presos temporariamente. Acontece que, conforme apuração da reportagem, existia uma grande expectativa de que o trio fosse solto, já que conforme as novas informações chegavam, ficava cada vez mais claro de que eles não teriam nenhuma participação no assassinato. Apesar disso, a soltura dos jovens não se confirmou até esta postagem. A DIG solicitou a liberdade à Justiça no fim do dia, mas o Judiciário ainda não tinha avaliado o caso. A advogada de defesa dos investigados contou à equipe que as equipes aguardavam o resultado de exames das digitais encontradas na cena do crime.

Durante toda a noite de quarta-feira e quinta, familiares dos detidos ficaram na Central de Polícia Judiciária acompanhando o desenrolar das investigações, muitos reclamavam da falta de informações.

A CENA DO CRIME

No interior do imóvel de Laís , muita bagunça. Trata-se de uma casa pequena, de apenas dois cômodos. No chão da cozinha, um colchão estava jogado no piso. No banheiro, várias marcas de sangue e uma mangueira. A tese de latrocínio, roubo seguido de morte, ainda é a mais provável.

O advogado desapareceu quando saiu da residência onde mora, em um condomínio fechado, a noite da última segunda-feira (13) e seguia com a caminhonete para uma academia localizada na Avenida José Ferreira Baptista, no bairro Ipanema. Testemunhas contaram que ele não chegou a entrar no local para fazer a aula de natação, que teria duração de aproximadamente uma hora.

A família começou a estranhar o sumiço do advogado e tentou entrar em contato com o celular, mas já não dava sinal. Durante toda a noite, amigos e parentes saíram em busca de uma notícia, mas não conseguiram encontrar nenhuma informação. No início da manhã de terça-feira (14), eles comunicaram o desaparecimento à polícia, que imediatamente começou a fazer as investigações.

Doze horas depois, uma viatura da Polícia Militar fazia patrulhamento de rotina pela zona leste de Araçatuba quando foi abordada por um morador daquelas redondezas informando que encontrou uma caminhonete parada em uma estrada de terra a poucos metros dali. Toda a área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, que chegou alguns minutos depois com investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Os peritos recolheram digitais deixadas na caminhonete. A partir de agora, as investigações continuam.


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