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Um caso cercado de mistério. O advogado Ronaldo César Capelari, de 53 anos, desapareceu depois de sair da casa onde mora para ir à aula de natação, em uma academia, na zona norte de Araçatuba, por volta das 20h de segunda-feira (13). Desde então, ele não foi mais visto e não atendeu a nenhuma ligação da família no celular. Testemunhas disseram que Ronaldo nem chegou a entrar no local para fazer a aula. Horas depois, a caminhonete Chevrolet/S-10 foi localizada na área rural entre Araçatuba e Birigui, mas até o fechamento dessa edição não havia nenhuma informação sobre o paradeiro do homem.

O motorista do advogado, Carlos Gabriel, foi um dos últimos a conversar com o patrão, poucos minutos antes do desaparecimento e não percebeu nenhum comportamento estranho. “Ele estava tranquilo, só preocupado com as questões do trabalho mesmo, mas não percebi nenhuma atitude incomum”, contou em entrevista à reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL.

O advogado desapareceu quando saiu da residência onde mora, em um condomínio fechado, e seguia com a caminhonete para uma academia localizada na Avenida José Ferreira Baptista, no bairro Ipanema. Testemunhas contaram que ele não chegou a entrar no local para fazer a aula de natação, que teria duração de aproximadamente uma hora.

A família começou a estranhar o sumiço do advogado e tentou entrar em contato com o celular, mas já não dava sinal. Durante toda a noite, amigos e parentes saíram em busca de uma notícia, mas não conseguiram encontrar nenhuma informação. No início da manhã dessa terça-feira (14), eles comunicaram o desaparecimento à polícia, que imediatamente começou a fazer as investigações.

LOCALIZAÇÃO

Por volta das 10h, uma viatura da Polícia Militar fazia patrulhamento de rotina pela zona leste de Araçatuba quando foi abordada por um morador daquelas redondezas informando que encontrou uma caminhonete parada em uma estrada de terra a poucos metros dali. Em um primeiro momento, os policiais até pensaram que o veículo poderia ser produto de crime, mas ao chegarem e verificarem a numeração da placa constataram que era do advogado desaparecido.

Toda a área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, que chegou alguns minutos depois com investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Os peritos recolheram digitais deixadas na caminhonete, justamente para saber quem tocou no veículo durante a noite.

Mas, os policiais encontraram um problema. As portas da caminhonete estavam trancadas e não havia chave reserva. A grande expectativa era do que seria encontrado lá dentro. Apesar disso, as notícias não foram as melhores. Um chaveiro foi acionado e conseguiu abrir. Lá dentro, a polícia localizou o chinelo do advogado com marcas de sangue. Além disso, havia uma caixa de papelão aberta e um bloco de concreto.

AMASSADO NA LATERAL

Os funcionários do advogado perceberam, também, um amassado na lateral esquerda do veículo. A polícia trabalha com a hipótese de que outro automóvel possa ter fechado a passagem do motorista. Nenhuma hipótese é descartada pelos investigadores. A caminhonete foi apreendida para passar por uma perícia mais detalhada.

No fim do dia, quando ainda não havia nenhuma informação sobre o paradeiro do advogado, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, sobrevoou a região onde o veículo foi localizado, mas nada foi localizado. Quem conhece Ronaldo ainda vive a angústia de não saber sobre o seu paradeiro.


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