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FOTO CEDIDA: IVAN AMBRÓSIO/JORNAL INTERIOR

Dez dias depois do desabamento de uma marquise que matou a jovem Késia Cândido, 18, em uma galeria de lojas na área central de Penápolis, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil liberou o prédio do estabelecimento comercial para funcionamento, na manhã dessa quarta-feira (4), depois da apresentação de laudos técnicos apresentados pela diretoria do Penápolis Shopping Center.

Para que a liberação do espaço ocorresse, a direção do comércio se prontificou a seguir uma série de orientações contidas no laudo, que foi expedido pela engenheira especialista em estruturas de concreto armado e pelo Corpo de Bombeiros. A porta da frente, na avenida Bento da Cruz, deverá continuar devidamente interditada até que os reparos e reforços estruturais sejam feitos. Um técnico deverá fazer um acompanhamento semanal das condições da estrutura do prédio. Além disso, os responsáveis deverão apresentar laudos técnicos complementares atestando a segurança do local.

Na tarde de hoje, as lojas do interior da galeria já abriram as portas e voltaram a funcionar. As vias que estavam interditadas desde o dia do desabamento também foram liberadas. O Penápolis Shopping Center não se pronunciou a respeito da liberação do estabelecimento

DESABAMENTO

O desabamento da marquise ocorreu no último dia 23 de novembro. A jovem Késia Cândido estava debaixo da estrutura e aguardava o marido, que resolvia algumas questões na área central do município. Repentinamente, o concreto foi ao chão e atingiu a vítima, que morreu no local.

Uma fisioterapeuta, de 38 anos, também estava no local naquele momento, mas conseguiu se esquivar. Mesmo assim, ela acabou sendo atingida por alguns blocos de concreto e sofreu ferimentos nas costas. A mulher teve que ser encaminhada para um hospital particular de Araçatuba, onde passou por uma cirurgia na coluna. Ela recebeu alta hoje à tarde, conforme confirmação da assessoria de imprensa da unidade hospitalar.

No último fim de semana, a família de Késia fez uma passeata e retornou ao local da tragédia. Dezenas de pessoas participaram do ato, entre familiares e amigos. Os participantes carregaram flores, fotos da vítima, cartazes e balões brancos. O pai dela, Ezequias Cândido, chegou a fazer um discurso bastante emocionado e cobrou respostas para tudo o que aconteceu. Ao final, os objetos foram depositados no exato lugar onde a marquise desabou e atingiu a mulher.

Na esfera criminal, o caso ainda e investigado pela Polícia Civil. Os laudos periciais ainda não ficaram prontos, mas testemunhas já estão sendo ouvidas pelo delegado responsável pelo trabalho de apuração.


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