CidadesPlantão Policial

Justiça condena assassino de Paola a mais de 30 anos de prisão

A Justiça de Araçatuba condenou agora há pouco a 32 anos e quatro meses de prisão, José Emerson de Barros Lins, que estuprou, matou e jogou o corpo da jovem Paola Cristina Bulgarelli no ribeirão Baguaçu, em junho de 2015 na cidade.

Desde às sete horas da manhã algumas pessoas já esperavam na fila em frente ao Fórum de Araçatuba para acompanhar um dos julgamentos mais aguardados do ano. Só que a grande maioria do público presente era de estudantes de Direito. Poucos familiares, tanto da vítima quanto do réu compareceram. Apenas a irmã gêmea da vítima foi vista, mas não quis falar com a imprensa. Do outro lado, uma tia e a prima do réu acompanharam o júri.

A escolta trazendo ‘Miojo’ chegou ao Fórum por volta das 8h50. O esquema de segurança foi reforçado nas imediações. Ele havia passado a noite na Penitenciaria de Andradina. A liberação do público começou por volta das nove horas da manhã mediante distribuição de senha.

A reportagem do jornal O LIBERAL conversou com a tia de José Emerson, a camareira Maria Francisca. Apesar do parentesco, ela contou o sentimento naquele momento. “Eu quero que a Justiça seja feita hoje. Ele (réu) tem que pagar pelo que fez. O meu sentimento é de tristeza, jamais a gente pensava que ele pudesse cometer algo assim”, comentou.

A mãe do réu já é falecida e o pai mudou-se para Alagoas. À época do crime, o autor tentou se esconder na casa do pai em Castilho, na região de Andradina. Ele foi preso dois dias depois do corpo de Paola ter sido encontrado, após uma denúncia anônima dos próprios familiares. Desde essa data, ele cumpre pena na Penitenciária de Serra Azul e em todo esse período só recebeu a visita dos advogados de defesa, compostos por Bruno Barros Mendes e José Walter.

Após o sorteio dos sete jurados, o réu entrou no salão de júri e permaneceu sentado praticamente durante todo o julgamento de cabeça baixa e as mãos entrelaçadas. Em alguns momentos, era possível perceber que ele suspirava forte. Minutos antes de entrar, o jovem teria chorado na carceragem do Fórum.

A primeira testemunha de acusação a ser ouvida pelo promotor do Ministério Público, Adelmo Pinho, foi o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Antônio Paulo Natal, responsável pelo inquérito policial que apurou os crimes. Ele deu detalhes de como tudo aconteceu. Depois, as testemunhas de defesa, que seriam a tia e a prima foram dispensadas. O réu começou a ser ouvido e confessou, pela segunda vez, todos os aos que cometeu.

O julgamento terminou por volta das 17h45, com a leitura da sentença proferida pelo juiz de direito Henrique de Castilho Jacinto.

Comment here