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Após quatro anos, assassino de Paola Bulgarelli será julgado

Depois de quatro anos, a Justiça de Araçatuba realiza, nessa quarta-feira (09), o julgamento de José Emerson de Barros Lins, acusado de estuprar, assassinar, furtar e ocultar o corpo da jovem Paola Cristina Bulgarelli, à época com 20 anos, em junho de 2015. O crime ganhou ampla cobertura da imprensa local e foi até mesmo destaque nacional, gerando muita comoção social. O júri ocorre depois da suspensão da primeira data, em fevereiro deste ano, após a defesa pedir um exame de sanidade mental no réu. O laudo comprovou que o acusado tinha plena consciência do que estava fazendo.

O julgamento está marcado para começar às nove horas da manhã no Fórum de Araçatuba. Por conta da grande repercussão, a expectativa é a de que muitas pessoas estejam no local para acompanhar os trabalhos, por isso, a Justiça irá distribuir senhas aos interessados. A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que José Emerson está preso na Penitenciária de Andradina. O esquema de segurança no Fórum será reforçado por conta dos crimes que foram praticados pelo réu e da repercussão que o caso ganhou.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o rapaz será acusado por estupro, homicídio, furto e ocultação de cadáver. Para o MP, ele agiu por meio de dissimulação e utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.  O crime ocorreu no dia cinco de junho de 2015, no bairro Alvorada, zona sul de Araçatuba. Paola caminhava para o trabalho, em uma lanchonete de uma rede de fast-food, localizada na Avenida Brasília, quando encontrou o indiciado em uma ponte que passa pelo Ribeirão Baguaçu.

Os dois se conheciam, já que moravam perto. O acusado mentiu para a vítima, convidando-a a descer até um matagal para ver uma cobra sucuri que supostamente havia sido morta por pescadores. A jovem, sem desconfiar de nada, acompanhou o autor até o local. Chegando lá, ele a agarrou pelo pescoço, jogou-a no chão e a despiu, forçando relação sexual mediante ameaça com uma faca.

Consta nos autos que Paola implorou pela vida, dizendo que José Emerson poderia fazer qualquer coisa com ela, mas que não tirasse sua vida. Foi em vão. Após o estupro, o réu desferiu dois golpes com um pedaço de madeira na cabeça da vítima. Depois, ele jogou o corpo de Paola no Ribeirão Baguaçu e fugiu levando o celular dela. Após o crime, o denunciado vendeu o aparelho da jovem por apenas R$ 30 a outro homem.

O corpo foi localizado por pescadores uma semana depois. A família de Paola a reconheceu pela roupa que vestia. Dois dias depois, o assassino foi localizado pela Polícia Militar em Castilho. Os policiais conseguiram chegar até ele depois que encontraram o celular da vítima enterrado em uma casa abandonada. O comprador do aparelho confessou que quem havia vendido o objeto para ele teria sido José Emerson.

PRIMEIRO JÚRI

Desde o dia 14 de junho de 2015, o réu está preso. Ele seria julgado no dia seis de fevereiro deste ano, mas o até então advogado que o representava renunciou do caso. A nova defesa pediu um exame de sanidade mental, por isso a Justiça decidiu suspender o júri até que o laudo ficasse pronto.

Em agosto, o resultado foi de que ele não possuía nenhum problema mental que impedisse o julgamento. A tese da defesa é a de que ele poderia ter algum tipo de problema por conta do uso de drogas e bebidas alcoólicas, o que ficou descartado pelos peritos que fizeram o exame.

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