CidadesPlantão Policial

Polícia Civil deflagra operação contra loteria ilegal de facção na região

Após três meses de investigações contra uma organização criminosa que age dentro e fora dos presídios, a Polícia Civil do Oeste e Noroeste Paulista deflagrou na manhã de quinta-feira (03), a operação “Blackjack”, que prendeu quatro pessoas e cumpriu diversos mandados de buscas em diversos municípios contra uma estrutura de controle e distribuição e distribuição de números de loteria ilegal denominada “Rifa”.

Uma prisão ocorreu em Cândido Mota, duas em Penápolis e uma em Pereira Barreto. Também existia um mandado de prisão contra um investigado, que seria morador em Valparaíso, mas até o fechamento dessa edição ele não tinha sido encontrado. As diligências foram realizadas por 130 policiais civis nas cidades de Caiuá, Pacamebu, Tupi Paulista, Martinópolis, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Cândido Mota, Birigui, Penápolis, Mirandópolis, Pereira Barreto e Valparaíso. A 1ª Vara Criminal de Venceslau expediu 11 mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão. Os trabalhos também contaram com o apoio de três equipes da Força Tática, três do Baep e uma do Canil, da Polícia Militar.

ESQUEMA DE RIFAS

Ao longo das investigações, a polícia identificou a chamada “Sintonia da Rifa”, uma estrutura criada pela facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A apuração teve como ponto de partida a identificação de um indivíduo, morador de Presidente Venceslau, cuja atuação era a de controle e distribuição de números de loteria ilegal denominada “Rifa” ou “RF”. A distribuição era feita a faccionados responsáveis pela venda de cartelas em municípios do interior paulista na chamada “regional 018” e a arrecadação dos respectivos valores, é em benefício do crime organizado.

“As investigações promovidas pela Polícia Civil indicaram a efetiva atuação da célula criminosa voltada à difusão da loteria ilegal e ao comércio ilícito de drogas na região”, informou a polícia.

Segundo a Polícia Civil, o setor de rifas era uma fundamental fonte de recursos financeiros para manutenção dos ideais da facção, principalmente em auxílio à atividade de domínio do narcotráfico, aumentando, em última análise, o poder econômico-financeiro do crime organizado.

“Estima-se que a cada edição de sorteio da rifa, normalmente realizada bimestralmente, a organização criminosa confeccionava e comercializava, em média, 60 mil números, ao custo individual de R$ 40,00, gerando uma receita bruta de aproximadamente R$ 2, 4 milhões”, disse o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, responsável pelas investigações.

Os prêmios ofertados a cada sorteio variavam, sendo imóveis, apartamentos ou residências, veículos e até valores em espécie. Todos os presos foram encaminhados para as unidades prisionais da região. As investigações devem continuar, depois da apreensão de novos materiais de interesse para a polícia.

Comment here