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Arroz e feijão apresentam queda, mas preços ainda são superiores aos de 2018

Nara Guimarães/SAA – BRASÍLIA
Nos seis primeiros meses de 2019, 16 produtos agropecuários dos 26 que compõem a cesta criada para acompanhar a variação de preços no mercado atacado paulista, apresentaram variação positiva no acumulado do ano, enquanto 10 acumularam variação negativa, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).
No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indica alta de 2,23%. Todos os 16 produtos que acumularam variação positiva em 2019 até o mês de junho superaram o valor do IPCA para o período; portanto, sofreram aumentos reais, explica Vagner Azarias Martins, pesquisador do IEA. No caso do feijão carioquinha e do arroz tipo 1, observam-se cotações em patamar bem mais elevado do que as apresentadas no mesmo período de 2018. O feijão sofreu os maiores reajustes entre janeiro e abril de 2019. O aumento de preços justifica-se pela redução de área plantada dos últimos dois anos e pela menor produtividade. Enquanto os preços do arroz foram mais impactados nos meses de abril e maio. A redução de área plantada e a queda da produtividade no Rio Grande do Sul contribuíram para os preços de 2019 ficarem valorizados.
Também sofreram queda de preços no período analisado: café torrado e moído; carne bovina resfriada (traseiro com osso); cebola oriunda de Pernambuco, Bahia e de Santa Catarina; farinhas de mandioca crua (fina e grossa); óleo de soja e queijo muçarela.
Neste primeiro semestre, os alhos (nacional e importados); as batatas (lavada e escovada); os cortes de carne bovina (dianteiro com osso e ponta de agulha); e os ovos (branco e vermelho) apresentaram acumulados bem acima da inflação, afirma o pesquisador. As carnes suína e de frango, cebola nacional, farinha de trigo e leite longa vida também apresentaram alta, porém com dinâmicas diferentes. De acordo com Vagner Martins, os indicadores mostram que o movimento de alta de preços foi mais acentuado do que o de redução.

 

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