DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

Os queijos paulistas estão fazendo história. Novamente, os produtores voltaram para casa com várias medalhas na bagagem. Desta vez, os prêmios foram conquistados aqui pertinho, em Araxá, no 1º Festival Mundial de Queijos do Brasil, realizado entre 09 e 11 de agosto.
Organizado pela Sertãobras – ONG que luta pela legalização do queijo de leite cru e pela valorização do pequeno produtor rural -, com o apoio da Guilde das Fromagers – associação de origem francesa que reúne mais de 6 mil profissionais queijeiros no mundo todo -, o concurso teve 953 queijos inscritos que foram colocados lado a lado, sem distinção de origem ou tecnologia. Destes, foram selecionados 239, entre nacionais e estrangeiros, e concedidas 20 medalhas Super Ouro, 35 Ouro, 72 Prata e 112 Bronze.
Dentre os classificados como Super Ouro, os jurados escolheram 15 para defender: 6 paulistas, 4 mineiros, 3 franceses, 1 australiano e outro italiano. O queijo Mandala, da Pardinho Artesanal de São Paulo, foi eleito campeão e recebeu a medalha Diamante. Vanessa Alcolea, que já tinha embolsado outra Super Ouro no Mondial du Fromage, em junho deste ano, na França, com o saborosíssimo Cuesta, recebeu o prêmio. A segunda posição coube ao australiano Anthill; na terceira, houve empate entre um brasileiro e um francês: o queijo Mimo da Serra, de Christophe e Zeide Queijos Artesanais, produzido em Natividade da Serra, e o comté curado pela francesa Christelle Lohro; Dionísio, da Fazenda Santa Luzia, na quinta posição, fechou o Top 5.
As queijarias: Sítio Água Fria, Fazenda Vale dos Anjos, Trem Bom de Minas, Bolderini, Queijaria Rima, Queijaria Jeito de Mato, Capril do Bosque, Pé do Morro, Montezuma, Atalaia, Campo em Casa, Empório Aroeira, Agro Maripá, também foram premiadas.
Para Christophe Faraud, presidente da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA), o apoio da Secretaria de Agricultura é fundamental tanto na estruturação da cadeia, como na regulamentação do processo. “Nesse momento é necessário e urgente a atualização da legislação que permitirá que o produtor, seja ele pequeno ou médio, se regularize através da Agroindústria de Pequeno Porte. Outra oportunidade é a adesão ao SISB e o autocontrole, um sistema moderno de inspeção e fiscalização, que ocorre em todo o mundo”, afirmou o produtor, lembrando que, “com a implantação do Selo Arte e a Agroindústria de Pequeno Porte, São Paulo ocupará um lugar de destaque na produção do queijo artesanal, pois nenhum Estado tem o poder de inovação que nós paulistas temos”, concluiu.
A partir dos resultados do festival, a APQA elaborou um mapa com a localização dos melhores queijos classificados por São Paulo.
Que o queijo paulista é um dos melhores do mundo já está mais que provado. Uma evidência desse fato é que o terceiro lugar foi dividido entre Christophe Faraud, e Christelle Lohro, considerada a melhor queijeira na França, em 2019, e fornecedora oficial de queijo para o Palais Champs-Élysées, quando o presidente Emmanuel Macron recebe convidados. É uma clara demonstração da capacidade do produtor paulista que se especializa, inova e empreende. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento está a postos para dar todo suporte aos produtores paulista e ajuda-los a trazer mais medalhas e prêmios para casa.

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