Home Cidades Educação e Saúde estabelecem forma de atendimento as crianças com transtornos

Educação e Saúde estabelecem forma de atendimento as crianças com transtornos

5 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

DA REDAÇÃO – ANDRADINA

O Governo de Andradina por intermédio das secretarias de Saúde e Higiene Pública e Educação em parceria com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) estabeleceram um fluxograma de atendimento às famílias com crianças matriculadas na rede municipal de ensino, que apresentam transtornos comportamentais.
Durante o mês de maio e junho estiveram reunidos representantes destes três segmentos, com o objetivo de organizar o atendimento aos alunos que apresentam laudos com transtornos comportamentais, especialmente o TEA – Transtorno do Espectro Autista – e, pretendem ingressar na Apae.
O município possui um convênio com a Apae que garante 40 vagas aos alunos da rede municipal de Educação com TEA. Porém a frequência e atendimento desses alunos depende de uma avaliação diagnóstica multiprofissional.
“Para a criança ser inserida nas turmas do TEA em nossa instituição ela precisa ter laudos completos elaborados e assinados por neurologista ou psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e terapeuta ocupacional, para assim podermos iniciar o atendimento adequado ao aluno”, afirma a diretora da Apae, professora Lídia Nakaguma.
Segundo a secretária de Educação, Lucilene Novais dos Santos, há uma grande dificuldade em encaminhar a criança para a Apae porque os pais que procuram a Secretaria para solicitar a vaga na instituição especializada possuem apenas um laudo do médico neurologista, em sua maioria, e nenhum outro tipo de avaliação profissional, fato esse que impossibilita a inserção da criança em turmas pois, não há como saber quais habilidades que o aluno já tem desenvolvidas e quais estão em defasagem de acordo com sua idade cronológica.
A secretária-adjunta da secretaria da Saúde, Cássia Miguel e o coordenador de Atenção Básica, Demilson Cordeiro, esclareceram que a partir deste mês de junho a Secretaria da Saúde terá um compromisso com estas necessidades da Educação e das famílias desses alunos.
“Fica estabelecido um fluxograma que inicia na escola com a observação do comportamento da criança e elaboração de um relatório pela professora, passando pela Unidade Básica de Saúde do bairro onde a criança reside. A partir da UBS, caso o médico pediatra julgue necessário, a família será encaminhada para o Setor de Regulação da Saúde que tomará providências para o agendamento no CER – Centro Especializado de Reabilitação (Araçatuba). E, após as múltiplas avaliações dos profissionais competentes e necessários, a família será encaminhada, se confirmado o TEA, para a matrícula na APAE”, explica Demilson.
Com esse protocolo serão evitados muitas idas e vindas das famílias que por vezes se sentiam desamparadas e sem saber qual serviço solicitar primeiro, muitas vezes acabavam desabafando suas angústias nas redes sociais, o que não ajuda em nada, esclarece Márcia Pugliese, coordenadora geral da Secretaria de Educação.

 


Compartilhe esta notícia!