Cidades

Novo prefeito fala em deixar o município menos dependente do orçamento próprio

O novo prefeito de Mirandópolis, Carlos Weverton Ortega Sanches (MDB), assumiu o cargo ontem, em sessão solene na Câmara Municipal. Ele fica no posto pelo menos até a realização da nova eleição que a cidade terá, em data ainda a ser marcada pela Justiça Eleitoral. A ascensão do emedebista ao posto decorre da cassação da ex-prefeita Regina Mustafa (PV) e do vice José Antônio Rodrigues (SD). Ortega era, até então, presidente do Legislativo.
Em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL, Ortega disse que chegar ao Executivo representa uma “grande chance de ajudar pessoas”. E falou ainda em promover um “choque de gestão”, mesmo sem saber quanto tempo exatamente ficará à frente do Executivo. “Isso seria implantar em nossa cidade uma política mais moderna, uma política que busque mais recursos estaduais e federais, que não viva tanto dos recursos próprios. E ainda: que faça parcerias com a iniciativa privada , afirmou.
Sobre planos, o novo governante usou tom moderado. Defendeu que, num primeiro momento, faça-se uma análise das finanças da Prefeitura. “Precisamos ver planos e projetos em andamento, ver o que está dando certo, o que está dando errado. Vamos dar apoio àquilo que seja bom para a nossa cidade ou perto de se iniciar. E vamos mudar aquilo que acreditamos que não vem dando certo”, declarou, prometendo um olhar especial para a saúde.

CARREIRA
Ortega é médico pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), com especialização em urologia pela UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). Aos 38 anos de idade, além da vereança, trabalha também como clínico e cirurgião geral. Recentemente, ele teve uma vitória e uma derrota no Judiciário por causa de sua atividade profissional. Na primeira, ganhou o direito de se afastar do posto de médico na rede municipal de Lavínia, cidade ao lado de Mirandópolis, para exercer a presidência da Câmara. Na outra, foi condenado por improbidade administrativa após a Justiça acatar ação de 2014 movida pelo Ministério Público, que o acusou de acúmulo indevido de cargos públicos. Ele recorre dessa decisão, que não suspendeu seus direitos políticos nem cassou seu mandato. A determinação é para que ressarça eventuais prejuízos causados aos cofres públicos.
Questionado se pretende concorrer na nova eleição, Ortega também foi cauteloso. “Isso depende de muita coisa. O nosso partido vai sentar e analisar. Vamos ver a vontade popular e, principalmente, ver a vontade deu Deus.”
Na política, Ortega está em seu primeiro mandato parlamentar. Mas tem a política no sangue. Seu pai foi vereador por quase 20 anos. “Cresci em cima de palanques políticos. Entendo um pouco de política, tenho estudado bastante e me preparado, não para ser prefeito, mas tinha aspirações futuras”, afirma.

MOTIVO
Regina e José Antônio foram cassados em virtude de impedimentos que o vice tinha para disputar a eleição de 2016, quando a chapa saiu vencedora.

ARNON GOMES
Mirandópolis

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